No futuro crescem as empresas que tiverem mais conhecimento

 No futuro crescem as empresas que tiverem mais conhecimento

 

Lusa/AO online   Nacional   26 de Out de 2016, 18:40

O ministro da Ciência defendeu hoje a tese de que iniciativas como a Web Summit demonstram que as empresas com maior capacidade de crescimento no futuro serão aquelas que souberem aceder ao conhecimento e se relacionarem internacionalmente.

Manuel Heitor falava na presença do primeiro-ministro, António Costa, no final de uma sessão destinada a apresentar o programa "Inspire Portugal" (Inspirar Portugal), na qual mais de seis mil jovens, entre os 19 e os 23 anos, poderão ir à Web Summit por nove euros, ou seja, por 1% do valor habitual dos bilhetes.

Segundo o secretário de Estado da Indústria, João Vasconcelos, as inscrições para o acesso a esses seis mil bilhetes estarão abertas nos próximos três dias e, neste momento, no site da Web Summit, já estão inscritos cerca de mil jovens.

Numa sessão em que António Costa não falou publicamente, o ministro da Ciência fez uma breve intervenção em que falou principalmente das abruptas mudanças que se registarão no mundo das empresas nos próximos dez anos.

"Daqui a 10 anos as empresas serão muito diferentes das de hoje. Fazer mais é certamente aprender mais", sustentou, considerando depois que a própria Web Summit é o exemplo que demonstra "que as empresas do futuro serão necessariamente empresas com mais conhecimento".

"Podemos não saber muito mais sobre o futuro, mas sabemos já que é com mais conhecimento, com mais capacidade de adaptação e de aprendizagem que temos de nos preparar para o futuro", frisou.

Manuel Heitor referiu em seguida que os empreendedores do futuro terão de possuir a capacidade de "dialogar com a incerteza".

"Quando olhamos para o leque de empresas aqui presente, assim como para muitas outras que aqui podiam estar, sabemos que aquelas que tiverem a capacidade de poder aceder a novas formas de conhecimento e de se relacionar internacionalmente, são também certamente as que têm maior capacidade de crescer", acrescentou.

Já o presidente da Web Summit, Paddy Cosgrave, falou sobre a "articulação" com o Governo português no sentido de abrir a iniciativa a novas gerações.

"Se queremos mudar um país, se queremos formar uma nova geração, temos também de promover o espírito de abertura. Congratulamo-nos que seis mil jovens portugueses, entre os 19 e os 23 anos, possam assistir a sessões dos três dias da Web Summit", referiu.

Antes, durante um encontro de trabalho com as 66 empresas que vão representar Portugal no Web Summit, o primeiro-ministro falou brevemente sobre algumas das medidas presentes no Orçamento do Estado para 2017 desatinadas a apoiar o investimento em ‘startups', destacando a da isenção de tributação de mais-valias nos primeiros três anos de investimento.

António Costa referiu-se também a medidas para apoiar o investimento, mas, sobretudo, na sua intervenção, pediu aos empresários sugestões para aperfeiçoar o caminho a seguir.

"Temos de apostar no tecido mais dinâmico da inovação, as ‘startups’", acrescentou.

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