Nicolas Sarkozy anuncia regresso à vida política

Nicolas Sarkozy anuncia regresso à vida política

 

Lusa/AO online   Internacional   19 de Set de 2014, 18:22

O ex-presidente francês Nicolas Sarkozy, 59 anos, anunciou o regresso à vida política com uma candidatura à liderança do seu partido, a União por um Movimento Popular (UMP, direita), com eleições internas previstas para novembro.

“Sou candidato à presidência da minha família política”, escreveu o ex-presidente (2007-2012) na sua página na rede social Facebook, afirmando ter decidido, “após uma profunda reflexão”, “propor aos franceses uma nova escolha política”.

“Questionei-me constantemente sobre a oportunidade de um regresso à vida política, que deixei sem amargura e sem arrependimento”, afirma Sarkozy, derrotado nas eleições presidenciais de 2012 pelo socialista François Hollande.

“Amo demasiado a França, sou apaixonado pelo debate público e pelo futuro dos meus compatriotas”, acrescenta, para justificar a decisão, considerada uma primeira etapa para uma futura candidatura presidencial em 2017.

Sarkozy afirma na mensagem não ser capaz de “permanecer como espetador na situação em que França está”, citando “a destruição do debate político” e as divergências entre a oposição, e que o seu regresso visa responder “à maré de desespero” e ao “agastamento” que viu crescer “contra o poder e a sua maioria, mas, mais generalizadamente, contra tudo o que rodeia a política”.

“Senti em muitos franceses a tentação de não acreditar em nada nem ninguém”, afirma o político conservador.

Sobre a candidatura à liderança da UMP, Sarkozy diz que pretende “transformá-la de cima abaixo, para criar, no prazo de três meses, as condições para uma nova e ampla união que se dirigirá a todos os franceses”.

O objetivo, afirma, é construir “uma alternativa credível”, uma “formação política do século XXI” que permita aglutinar “todas as inteligências, todas as energias, todas as boas vontades”.

O ex-presidente não faz qualquer referência na mensagem às questões judiciais que o envolvem, nomeadamente o alegado financiamento ilegal da campanha presidencial de 2007 pelo ditador líbio Muammar Kadhafi, pelo qual foi imputado por corrupção ativa, tráfico de influências e encobrimento da violação do segredo profissional.

O regresso de Sarkozy ocorre numa altura em que o presidente socialista francês enfrenta uma crise económica persistente e níveis de impopularidade inéditos no país.


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