Nevoeiro é uma "hipótese entre muitas" para causa de acidente com "ferry"

Nevoeiro é uma "hipótese entre muitas" para causa de acidente com "ferry"

 

Lusa/Açoriano Oriental   Nacional   25 de Jan de 2017, 16:53

O presidente do conselho de administração da Transtejo e da Soflusa afirmou desconhecer as causas do acidente com um 'ferry' de passageiros que atracava no Terreiro do Paço (Lisboa), admitindo que o nevoeiro possa ter motivado o embate.

 

Questionado pelos jornalistas, José Bagarrão disse que o nevoeiro "é uma das hipóteses entre muitas que podem ter estado na origem do acidente", referindo que "a comissão de inquérito que vai ser nomeada pela empresa é que vai apurar as causas".

Segundo o responsável da Transtejo - Transportes do Tejo e da Soflusa - Sociedade Fluvial de Transportes, "a embarcação embateu na doca da Marinha quando vinha do Barreiro para o Terreiro do Paço e, na sequência desse embate, alguns passageiros que já se tinham certamente levantado para desembarcar foram projetados e ficaram feridos".

Um balanço atualizado das autoridades dá conta de 34 feridos ligeiros (32 mulheres e dois homens), de um total de 561 passageiros. Inicialmente, apontava-se para 33 feridos.

De acordo com José Bagarrão, "as ligações fluviais mantêm-se", ainda que com alguns atrasos, de cinco a 10 minutos.

"Nos dias de nevoeiro, os horários nem sempre são cumpridos porque há uma redução da velocidade por questões de segurança, mas as ligações fluviais mantêm-se", justificou.

O responsável adiantou que a embarcação é o catamarã "Antero de Quental", "navio que está em perfeitas condições e com certificado de navegabilidade, e com todas as operações de manutenção em dia".

Apesar do embate, continua "em condições de navegabilidade, mas tem de sofrer reparação" e também inspeção.

Já o piloto do 'ferry', que esteve a prestar declarações às autoridades, "é uma pessoa experiente".

"Foi feito teste de alcoolemia e acusou zero", adiantou José Bagarrão.

No local estiveram o capitão do Porto de Lisboa, a Polícia Marítima, elementos da Proteção Civil municipal, o Instituto nacional de Emergência Médica (INEM), 26 elementos dos Sapadores de Bombeiros de Lisboa, apoiados por oito viaturas, e os Bombeiros Voluntários de Lisboa.



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