Neeleman, Efromovich e Pais do Amaral entregam propostas para compra da TAP

Neeleman, Efromovich e Pais do Amaral entregam propostas para compra da TAP

 

Lusa/AO online   Economia   15 de Mai de 2015, 16:48

Os empresários David Neeleman, German Efromovich e Miguel Pais do Amaral entregaram propostas vinculativas para a compra de até 66% do grupo TAP, confirmaram à Lusa fontes ligadas ao processo de privatização.

 

O empresário norte-americano David Neeleman, patrão da companhia aérea brasileira Azul, entregou uma proposta de aquisição, através da 'holding' pessoal DGN (David Gary Neeleman), com mais parceiros, sem ter sido possível confirmar ainda a sua identidade.

O empresário portugês Miguel Pais do Amaral também entregou uma proposta à privatização da TAP em nome da Quifel Holdings, adiantou à agência Lusa fonte ligada ao processo.

O empresário Gérman Efromovich, dono da companhia aérea Avianca e dono do grupo Synergy, voltou a entrar na corrida à compra da TAP, dois anos depois de uma tentativa falhada, o que o Governo justificou com falta de "garantias bancárias" necessárias à operação.

O Governo agendou uma conferência de imprensa para as 20:00 sobre o processo de privatização do grupo TAP, na qual deverá dar mais informação sobre as propostas que foram entregues até às 17:00.

Segundo o caderno de encargos, o comprador tem que assegurar o reforço da capacidade económico-financeira da empresa e assumir compromissos de estabilidade laboral.

A capitalização é o primeiro de nove critérios para a escolha do futuro dono da TAP, seguido pelo valor da oferta e projeto estratégico, segundo o caderno de encargos.

O reforço da capacidade económico-financeira da TAP avalia tanto o plano de capitalização como as condições para a sua concretização.

O valor oferecido pelo capital a alienar pelo Estado, num limite máximo de 66% nesta primeira fase, surge em segundo lugar no artigo 5.º do documento, aparecendo depois a "apresentação e garantia de execução de um adequado e coerente projeto estratégico, tendo em vista a preservação e promoção do crescimento da TAP".

Na quarta-feira, o primeiro-ministro, Passos Coelho, defendeu que a privatização da TAP é importante para a companhia e para Portugal, independentemente dos valores, afirmando que a motivação do Governo é salvar a empresa e não fazer um encaixe financeiro.

Além de ter que capitalizar a empresa, o comprador assume uma dívida remunerada superior a 1.000 milhões de euros, de acordo com o Relatório e Contas de 2014.


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