NATO lamenta opacidade de Rússia e Bielorrússia sobre manobras militares nas suas fronteiras


 

Lusa/AO online   Internacional   24 de Ago de 2017, 15:31

A NATO "lamentou" a falta de "transparência" por parte da Rússia e da Bielorrússia sobre as manobras militares previstas nas suas fronteiras, às quais só poderá enviar dois observadores e por tempo limitado.

Vários países da NATO estão preocupados com este exercício "Zapad 2017" (Oeste 2017), previsto para 14 a 20 de setembro na Bielorrússia, um aliado de Moscovo que partilha fronteiras com a Letónia, a Lituânia e a Polónia.

Cerca de 12.700 militares bielorrussos e russos devem participar neste exercício, segundo Minsk, mas a Lituânia afirma que mobilizará 100.000 soldados.

A convite da Bielorrússia, a NATO "enviará dois peritos para assistir" aos "trabalhos destinados aos visitantes de alto nível", disse um responsável da Aliança Atlântica à AFP.

"Lamentamos que nem a Rússia, nem a Bielorrússia apliquem a operação Zapad as medidas de transparência previstas na declaração de Viena, conforme as regras aprovadas por todos os estados da OSCE", acrescentou o responsável.

A NATO considera que a Rússia, enquanto membro da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE) e subscritora do documento assinado após o fim da guerra fria, deve assegurar uma maior abertura sobre os seus exercícios militares.

O documento de Viena, visa evitar "os mal-entendidos e os erros de apreciação", prevendo nomeadamente que os observadores externos recebam "briefings sobre o cenário e a progressão" do exercício militar, que tenham "oportunidade de falar com os soldados individualmente" sobre as manobras, bem como "sobrevoar o exercício", explicou um responsável da NATO.

"Em vez disso, a Rússia e a Bielorrússia escolhem uma abordagem seletiva e insuficiente, tentando assim evitar uma transparência obrigatória nesta questão", sublinhou.

"Tudo será, como de costume, aberto e amigável", assegurou hoje um ministro russo adjunto da Defesa, Alexandre Fomine, ao canal Rússia 24.

"São manobras planificadas comuns. Não são uma agressão, como certos países pretendem. Não há razão para medo", disse.


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