NASA adia para janeiro lançamento de cápsula para Estação Espacial

NASA adia para janeiro lançamento de cápsula para Estação Espacial

 

Lusa/AO online   Ciência   18 de Dez de 2014, 17:35

A Agência Espacial Norte-Americana (NASA) voltou a adiar, pelo menos até 6 de janeiro de 2015, o lançamento de uma cápsula espacial concebida para abastecer a Estação Espacial Internacional (EEI), que estava previsto para este mês.

 

É a segunda vez que se procede ao adiamento do voo, inicialmente marcado para 16 de dezembro mas logo reagendado para 19 de dezembro, para haver “tempo extra” para garantir o êxito da operação.

A NASA decidiu, agora, voltar a adiar o lançamento, a fim de dar “mais tempo” aos engenheiros da empresa SpaceX para trabalharem com o foguete Falcon 9 e a cápsula Dragon, indicou hoje em comunicado.

Durante esse período adicional, os técnicos poderão investigar alguns dos problemas que surgiram a 16 de dezembro, durante um teste com o foguete Falcon 9, que mede 54,9 metros de comprimento e 3,6 metros de largura.

Ao mesmo tempo, a companhia quer evitar que a cápsula espacial não-tripulada Dragon realize operações entre 28 de dezembro e 07 de janeiro, altura em que a EEI estará permanentemente sob a luz do Sol durante dez dias.

A nova data de lançamento também permitirá aos funcionários desfrutar de férias, acrescentou a agência espacial no comunicado.

Assim, os responsáveis da NASA reunir-se-ão a 05 de janeiro para “rever minuciosamente” a nova tentativa de lançamento, agendada para 06 de janeiro, às 06:18 (11:18 TMG e de Lisboa), do Cabo Canaveral, no estado da Florida, no sudeste dos Estados Unidos, embora a NASA também tenha marcado outro lançamento de reserva para 07 de janeiro, para a eventualidade de o primeiro não chegar a realizar-se.

A decisão de voltar a adiar o lançamento da quinta cápsula de SpaceX ocorre depois de dois acidentes recentes da indústria espacial privada, à qual a NASA passou o testemunho para realizar as missões de abastecimento da EEI.

Em outubro passado, um foguete Antares da Orbital Sciences explodiu pouco depois de partir com duas toneladas de carga para o complexo espacial e, dias depois, morreram dois pilotos num voo de teste da nave espacial SpaceShipTwo da Virgin Galactic.

Estas missões são sinal de uma nova era para os Estados Unidos que, ao retirarem a sua frota de ‘space shuttles’, em 2011, perdeu a capacidade para realizar viagens tripuladas num veículo próprio e passou a depender das naves russas Soyuz para enviar os seus astronautas para a EEI, com um custo de cerca de 70 milhões de dólares por viagem.



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