Museu Van Gogh nega autoria do artista holandês de caderno com desenhos inéditos


 

Lusa/AO online   Internacional   15 de Nov de 2016, 17:24

O Museu Van Gogh afirmou que os esboços encontrados de Vincent Van Gogh, apresentados por uma editora francesa como um conjunto de 65 desenhos inéditos daquele artista holandês, são apenas imitações.

 

Os peritos do museu “com base em anos de investigação sobre os desenhos de Van Gogh na coleção do museu e em outros locais concluíram que os desenhos são imitações de desenhos de Van Gogh", indicou a instituição com sede em Amesterdão.

A qualidade da tinta utilizada, o estilo dos desenhos e os erros topográficos são alguns dos elementos referenciados pelo museu para justificar a sua avaliação.

Os peritos do museu analisaram 56 fotografias dos 65 desenhos agora atribuídos ao pintor holandês.

Esta declaração do Museu Van Gogh é divulgada no mesmo dia em que a editora francesa Le Seuil anunciou numa conferência de imprensa em Paris os pormenores de “Vincent Van Gogh, o nevoeiro de Arles, o caderno reencontrado", obra que tem por base um caderno com 65 desenhos inéditos do reconhecido artista holandês, incluindo um autorretrato e vários retratos de amigos do pintor.

O conjunto de desenhos inéditos foi descoberto num livro de contas de um hotel no qual o artista holandês esteve hospedado na cidade francesa de Arles (sul).

Os esboços desconhecidos até à data terão sido criados no período final da vida atormentada de Van Gogh, entre 1888 e 1890, e incluem retratos de alguns dos amigos do pintor holandês, como o artista Paul Gauguin e do casal Pierre e Marie Ginoux, proprietários do Café de la Gare, em Arles, local onde o pintor esteve hospedado.

Os desenhos originais não foram mostrados na conferência de imprensa realizada hoje na capital francesa.

A obra será lançada em simultâneo na quinta-feira em França, Estados Unidos, Japão, Reino Unido, Alemanha e Holanda.

O livro de 288 páginas é assinado por uma das maiores especialistas na obra do pintor holandês, a canadiana Bogomila Welsh-Ovcharov, uma das comissárias da exposição "Van Gogh em Paris", patente em 1988 no Museu d'Orsay.

O período de Arles de Van Gogh corresponde ao crepúsculo da sua vida. Foi nomeadamente em Arles, a 23 de dezembro de 1888, que Van Gogh cortou uma parte da orelha, após uma discussão com Paul Gauguin.

Vincent van Gogh, que se suicidou aos 37 anos em Auvers-sur-Oise, a 29 de julho de 1890, é considerado um dos maiores artistas de todos os tempos. As suas telas, expostas nos mais importantes museus, estão entre as mais procuradas.

Sete obras de Van Gogh constam entre as 30 pinturas mais caras do mundo.


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