Museu de Arte Antiga encerra hoje terceiro piso para remodelação até maio


 

Lusa/AO Online   Nacional   5 de Jan de 2016, 08:44

O Museu Nacional de Arte Antiga (MNAA), em Lisboa, encerra hoje o terceiro piso ao público para obras de remodelação, que deverão estar concluídas em maio, com nova museologia das coleções de pintura e escultura portuguesas.

 

Em declarações à agência Lusa, José Alberto Seabra, diretor-adjunto do MNAA, indicou que as peças habitualmente expostas ficarão guardadas, exceto os Painéis de São Vicente, que vão ser colocados no piso 1 do museu, a partir de sexta-feira.

"É uma obra chave do museu e muito procurada pelos visitantes portugueses e estrangeiros”, sublinhou, sobre os painéis de Nuno Gonçalves, considerados uma obra-prima da pintura portuguesa quinhentista.

Os painéis - de grandes dimensões - vão ser colocados na sala 55 do primeiro piso do MNAA, para serem vistos pelo público.

As obras no terceiro piso do museu vão começar a 11 de janeiro, e a data prevista para a reabertura, com o piso remodelado, é o mês de maio, segundo o responsável.

O projeto tem como objetivo aumentar a exposição permanente de pintura e escultura portuguesas, de uma centena de obras significativas para cerca de 300 destas peças do acervo do museu.

"Queremos mostrar, de forma mais alargada, a História da pintura e da escultura em Portugal, desde a Idade Média até ao século XIX", indicou.

As obras incluem a pintura de paredes, renovação das condições de iluminação e introdução de novo mobiliário museográfico.

O terceiro piso recebeu, no passado grandes exposições do museu, como a "Encompassing the Globe", sobre o impacto dos Descobrimentos Portugueses noutras culturas, que, a seguir, também esteve em Washington, nos Estados Unidos.

Estiveram igualmente patentes as exposições "A Invenção da Glória. D. Afonso V e as Tapeçarias de Pastrana", que fez uma digressão pela Europa, e a exposição "Primitivos Portugueses (1450 e 1550) - O século de Nuno Gonçalves", apresentada, depois, em Espanha.

Criado em 1884, o MNAA acolhe a mais relevante coleção pública de arte antiga do país, desde pintura, escultura, artes decorativas portuguesas, europeias e da Expansão Marítima Portuguesa, desde a Idade Média até ao século XIX, incluindo o maior número de obras classificadas como tesouros nacionais.

Além dos Painéis de São Vicente, o acervo integra ainda, entre outros tesouros, a Custódia de Belém, de Gil Vicente, datada de 1506, mandada lavrar por D. Manuel I, os Biombos Namban, do final do século XVI, que registam a presença dos portugueses no Japão.

Hieronymus Bosch, Piero della Francesa, Hans Holbein, o Velho, Pieter Brueghel, o jovem, Lucas Cranach, Albrecht Dürer, Jan Steen, van Dyck, Murillo, Ribera, Nicolas Poussin, Tiepolo, Fragonard, Giordano são alguns dos mestres europeus representados na coleção do MNAA.

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