Museu da Emigração, quer aumentar as 14 mil fichas de emigrantes

Museu da Emigração, quer aumentar as 14 mil fichas de emigrantes

 

Lusa/AO Online   Regional   8 de Set de 2016, 15:43

O Museu da Emigração Açoriana, na Ribeira Grande, está a trabalhar com vários concelhos da ilha de São Miguel para enriquecer as 14 mil fichas individuais de emigrantes de que já dispõe.

“Sendo o Museu de Emigração Açoriana, estamos a trabalhar com vários concelhos, inclusive Ponta Delgada, através do arquivo municipal”, afirmou à agência Lusa o vereador da Cultura da Câmara Municipal da Ribeira Grande, Filipe Jorge.

O responsável municipal pelo museu, que assinala na sexta-feira 11 anos de existência, adiantou que o objetivo é conseguir ter, até ao final de março de 2017, os documentos relativos ao concelho de Ponta Delgada.

Este museu, sediado num antigo matadouro na cidade da costa norte da ilha de São Miguel, tem um acervo “muito diversificado”, mas o que desperta mais curiosidade aos visitantes “são as fichas dos emigrantes”.

“Estamos a falar de fichas individualizadas dos emigrantes de outrora, que foram para o Canadá e Estados Unidos da América. Essas fichas têm informação sobre a filiação, residência de origem e de destino e incluem também a opção de colocar as pessoas que acompanharam o emigrante”, disse Filipe Jorge, acrescentando que são, sobretudo, os descendentes que pedem para ver as fichas dos seus antepassados.

Além das fichas dos emigrantes, o museu dispõe de várias fotografias antigas, jornais e requerimentos do século XIX e objetos da companhia aérea regional, a SATA.

Segundo Filipe Jorge, muitos destes documentos, mais de 17 mil no total, são relativos a emigrantes do concelho da Ribeira Grande e estão digitalizados, podendo ser consultados na página da Internet www.museuemigracao.cm-ribeiragrande.pt.

Filipe Jorge acrescentou que muitas das peças que podem ser vistas no espaço foram doadas por anónimos, mas também por figuras conhecidas, como o antigo presidente do Governo Regional Mota Amaral ou a professora universitária Graça Castanho, entre muitos outros.

No dia do 11.º aniversário do museu, que funciona diariamente de segunda a sexta-feira, das 09:00 às 17:00 (mais uma hora em Lisboa), a entrada será gratuita.

O Museu da Emigração Açoriana surgiu na Ribeira Grande impulsionado por José Carlos Teixeira, Manuel Estrela, João Luís Pacheco, José de Mello, António Pedro Costa e Mota Amaral.

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