Município e empresários "expectantes" quanto à resposta da SATA nos voos Horta/Lisboa

Município e empresários "expectantes" quanto à resposta da SATA nos voos Horta/Lisboa

 

Lusa/AO Online   Regional   5 de Mar de 2015, 13:48

A câmara municipal e a câmara do comércio da Horta manifestaram-se "expectantes" em relação às ligações entre o Faial e Lisboa, que passam a ser asseguradas exclusivamente pela SATA, após a TAP ter anunciado o abandono desta rota.

 

Numa conferência de imprensa conjunta na Horta, as duas entidades garantiram que vai estar atentas à operação da SATA, que vai reforçar o número de voos para o Faial, para compensar a saída da TAP, a partir de 29 de março.

"Estamos expectantes em relação à entrada da SATA na exploração da rota Lisboa/Horta e pretendemos acompanhar a atuação da empresa, o comportamento dos passageiros face à oferta, a exploração e a dinamização e promoção da rota, no sentido de reavaliar os impactos desta mudança de operador", sublinhou José Leonardo, presidente do município.

A SATA anunciou na quarta-feira que "a capacidade" que vai oferecer nesta rota "é superior, em 27%, à capacidade efetivamente utilizada em 2014" no conjunto dos voos das duas companhias, acrescentando que tem "disponibilidade pontual para responder a eventuais crescimentos de procura".

Apesar do aumento da capacidade oferecida, o número de voos entre Lisboa e a Horta vai ser menor do que aquele que oferecem atualmente as duas companhias (menos 62 voos por ano).

A câmara municipal e a câmara do comércio da Horta estiveram reunidas na quarta-feira com a administração da SATA, para analisar estas questões e dizem agora ter a garantia de que a companhia aérea açoriana irá operar "sem restrições" e com "maior capacidade de passageiros e carga" em cada voo.

"A SATA garante que vai operar para o aeroporto da Horta sem restrições, ao contrário do que acontecia na operação da TAP", explicou Carlos Morais, vice-presidente da câmara do comércio, acrescentando que a companhia açoriana vai operar com um Airbus A 320, que tem "mais cerca de 40 lugares disponíveis" do que os Airbus A 319 utilizados pela TAP.

Apesar das explicações dadas pela administração da transportadora regional, os autarcas e os empresários do Faial garantem que vão estar atentos à operação e admitem denunciá-la, se não corresponder às expetativas.

"Na eventualidade de não se cumprir o que se encontra projetado para o aeroporto da Horta, a Câmara Municipal da Horta e a Câmara de Comércio e Indústria da Horta serão as primeiras a denunciá-lo publicamente e a reforçar o seu propósito de realizar as necessárias diligências junto das instâncias com competência e direito nesta matéria", garantiu o autarca José Leonardo Silva.

Mais crítico foi o líder do PSD/Faial, Eduardo Pereira, que também hoje, noutra conferência de imprensa na Horta, considerou "inaceitável" a redução de ligações aéreas entre a ilha e Lisboa.

"A Horta perde 62 voos por ano na ligação a Lisboa. Isto significa menos quase 10 mil passageiros e uma diminuição idêntica na oferta de carga", afirmou o dirigente social-democrata, para quem esta situação trará "efeitos perniciosos" ao turismo e ao tecido empresarial das ilhas do Triângulo (Faial, Pico e São Jorge).


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