Mundo deve lutar contra alterações climáticas, apesar de recuo de Trump

Mundo deve lutar contra alterações climáticas, apesar de recuo de Trump

 

Lusa/Açoriano Oriental   Internacional   28 de Mar de 2017, 18:01

O ex-secretário geral da ONU Kofi Annan defendeu que o resto do mundo deve continuar o ímpeto lançado em Paris na luta contra as alterações climáticas, mesmo que os EUA decidam recuar.

 

Numa conferência de imprensa à margem do 10.º Fórum para o Futuro da Agricultura, em Bruxelas, Annan disse que o Presidente norte-americano, Donald Trump, "pode não aceitar as alterações climáticas, mas o mundo em Paris aceitou-o e uniu-se com um projeto", que ficou plasmado no acordo de Paris.

"Os EUA irão retirar-se, talvez devido às políticas do Presidente Trump, ou irão pôr um travão (...) mas o resto do mundo continuará", afirmou o Prémio Nobel da Paz, sublinhando que alguns Estados, como a Califórnia, se distinguem do ceticismo da nova administração norte-americana.

O envolvimento da China, que segundo Annan responde a uma exigência popular, é essencial.

"Qual é o interesse da prosperidade económica quando não podemos respirar", questionou-se Annan.

O ganês, que atualmente dirige a sua própria fundação, defende que os desafios que o mundo enfrenta - a fome, a pobreza, a malnutrição, os danos ambientais e as alterações climáticas - estão todos interligados e apelou a um “papel positivo" da agricultura no mundo.


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