Mundial de surf manteve lucros de 7,8ME para a economia de Peniche

Mundial de surf manteve lucros de 7,8ME para a economia de Peniche

 

Lusa/AO Online   Economia   1 de Out de 2014, 07:55

O Rip Curl Pro Portugal, etapa do circuito mundial de surf, gerou em Peniche 7,8 milhões de euros de receitas em 2013, mantendo os lucros da edição anterior, de acordo com um estudo divulgado esta quarta-feira.

 

O "Estudo do impacto do Rip Curl Pro Portugal 2013", elaborado por investigadores da Escola Superior de Tecnologia do Mar de Peniche, concluiu que, apesar da redução em 10% no orçamento do evento, a economia local obteve este lucro, superior em 14 mil euros ao de 2012, durante nove dias.

"Verifica-se uma tendência para a estabilização da maior parte dos indicadores" estudados, refere o estudo, que concluiu que foi deixada uma receita fiscal no país de 932 mil euros, superior à de 2012 (922 mil euros).

Segundo o estudo, a que a agência Lusa teve acesso, o evento foi visitado por 135 mil pessoas, um número superior a 2012 (130 mil), com uma média de idades de 32 anos.

Destes, 70,9% são residentes em Portugal e 29,1% oriundas do estrangeiro, sobretudo Espanha, Alemanha, Reino Unidos e França. Os dados indicam que 61% dos visitantes assistiram às edições anteriores do evento, verificando-se uma redução do número de estrangeiros.

À semelhança de 2012, a maioria permanece em Peniche durante quatro dias e meio. Enquanto os gastos médios dos portugueses aumentaram (28 euros em 2013 e 23 euros em 2012), os dos estrangeiros reduziram em 40 euros (157 em 2012 e 117 em 2013).

Os que permanecem mais do que um dia ficam em segundas residências (22%), casa de amigos (13%) ou em hotéis, casas alugadas ou "surf camps" (12%).

O Rip Curl Pro Portugal contribuiu para o aumento das exportações, com a venda de 2,7 milhões de euros de serviços a estrangeiros, mais do que em 2012 (2,6 milhões).

O estudo foi baseado em inquéritos a 871 visitantes, durante o evento (08 a 17 de outubro), por elementos do núcleo de investigação sobre a chamada ‘indústria do surf', que acaba de ser apresentado pela escola superior.

O núcleo foi criado no seio do Grupo de Investigação em Turismo da escola, com o objetivo de investigar sobre a importância da ‘fileira da onda' e propor à economia do mar soluções inovadoras para dinamizar as zonas costeiras, explicou à agência Lusa o coordenador do grupo, João Paulo Jorge.

 


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