Mulher muçulmana bósnia indiciada por crime de guerra


 

Lusa/Açoriano Oriental   Internacional   19 de Mai de 2017, 18:16

Uma antiga combatente das forças muçulmanas da Bósnia, Elfeta Veseli, foi indiciada por crime de guerra por ter assassinado em 1992 um adolescente sérvio, referiu o procurador da Bósnia-Herzegovina.

Extraditada recentemente da Suíça, Elfeta Veseli, 57 anos, é uma das raras mulheres - dez no total - suspeitas ou condenadas por crimes de guerra no decurso da violenta desintegração da ex-Jugoslávia na década de 1990, com um balanço de 130.000 mortos (100.000 durante a guerra na Bósnia, entre 1992 e 1995).

A ex-combatente muçulmana bósnia é acusada de ter "morto de forma particularmente cruel" no verão de 1992 Slobodan Stojanovic, um rapaz de 12 anos, em Kamenica, na região de Zvornik (leste), refere o comunicado.

O seu superior, Sabik Halilovic, 58 anos, comandante de uma unidade de sabotagem integrada por Veseli, foi igualmente indicado por permitir a sua atuação.

Natural do Kosovo, Elfeta Veseli visiva na Bósnia no início do conflito. Foi presa em setembro de 2016 no cantão suíço de Neuchâtel.

A antiga presidente dos sérvios da Bósnia, Biljana Plavsic, 86 anos, foi a primeira mulher condenada por crimes de guerra da Bósnia. O Tribunal penal internacional para a ex-Jugoslávia (TPIJ) sentenciou-a em 2003 a uma pena de 11 anos de prisão. Atualmente, vive em Belgrado.

De acordo com os 'media' locais, Elfeta Veseli matou Slobodan Stojanovic quando o rapaz fugia com os pais face ao avanço das forças muçulmanas bósnias. Ao aperceber-se que o seu cão tinha ficado em casa, regressou para o recuperar, e acabou por ser morto.


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