Mourinho repudia comportamento "pouco ético" de Ancelotti

Mourinho repudia comportamento "pouco ético" de Ancelotti

 

Lusa/AO   Futebol   12 de Dez de 2007, 16:37

José Mourinho acusou hoje Carlo Ancelotti, técnico do AC Milan, de ter deixado entender “malevolamente” que o treinador português se ofereceu ao clube italiano de futebol, campeão europeu em título
Em nota de imprensa, o assessor pessoal de José Mourinho, Eládio Paramés, afirma que o técnico português “repudia por consequência a declaração feita pelo treinador do AC Milan e lamenta o comportamento pouco ético do seu colega de profissão, o qual admira e com o qual tem mantido uma relação cordial e respeitosa”.
Em Yokohama, no Japão, onde o AC Milan disputa quinta-feira as meias-finais do Mundial de clubes, frente aos japoneses do Urawa Red Diamonds, Ancelotti comentou, com ironia, o alegado interesse de José Mourinho em assumir o comando técnico dos actuais campeões europeus.
“Penso que mais do que a vontade do AC Milan em contratar Mourinho, trata-se da vontade de Mourinho em treinar o AC Milan. Direi que, mais do que um pedido do AC Milan, é um pedido do treinador”, considerou Ancelotti, lembrando que tem contrato com os milaneses até 2010.
Na mesma nota de imprensa, Eládio Paramés recorda não ter sido o treinador português quem disse que o facto de José Mourinho “estar desempregado era uma mina que qualquer um podia pisar”, palavras que o assessor lembra terem sido proferidas “pelo senhor Ancelotti”.
“José Mourinho tem todo o direito de decidir o que quer ou não quer para o futuro da sua carreira, mas não é da sua responsabilidade que a sua auto-exclusão do cargo de seleccionador inglês tenha levantado conjunturas hipotéticas, que não alimenta”, refere o assessor.
Eládio Paramés admite que José Mourinho já foi contactado por clubes e selecções “sem treinador”, mas deu “resposta negativa” a todas as propostas, “tendo-se mantido esses contactos em absoluto sigilo”.
“Desde que saiu do Chelsea FC, José Mourinho tem mantido um silêncio quase absoluto, nunca mais se pronunciando sobre o momento de este ou qualquer outro clube”, recorda.
Segundo o assessor de José Mourinho, que deixou o Chelsea em 20 de Setembro, “este comportamento representa, além do mais, um profundo respeito pelas instituições desportivas e pelos profissionais de futebol, e não tem sido muito comum em situações semelhantes vividas por outros treinadores”.

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