Mota Amaral vê como indispensável países fazerem valer os seus interesses na UE

Mota Amaral vê como indispensável países fazerem valer os seus interesses na UE

 

Lusa/AO Online   Nacional   4 de Mar de 2015, 13:22

O deputado social-democrata e ex-presidente do Parlamento João Bosco Mota Amaral defendeu como indispensável que os países "com interesses próximos" tenham "iniciativas para fazer valer esses interesses

 

Mota Amaral falava à agência Lusa à margem da conferência “Grécia? E Agora?”, na Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, depois de ter repetido à assistência o alerta deixado na semana passada pelo ex-presidente da Comissão Europeia José Manuel Durão Barroso para a necessidade de os pequenos países terem iniciativa.

“É indispensável que exista iniciativa dos países que têm interesses próximos para fazer valer esses interesses no plano europeu”, disse o deputado social-democrata e fundador do PPD.

Mota Amaral, que respondia a uma questão sobre as posições assumidas por Portugal em relação à Grécia após a vitória do partido antiausteridade Syriza, sublinhou que “o governo português reafirmou ainda recentemente, como não pode deixar de ser, a sua solidariedade para a resolução do problema da Grécia”.

Antes, na intervenção que fez, Mota Amaral manifestou poucas expectativas de que os quatro meses dados à Grécia sejam suficientes para mudar a política europeia, sublinhando que os governos socialistas de França e da Itália também prometeram mudá-la mas “não alteraram o panorama”.

Identificando como “o problema de fundo da UE” o “desequilíbrio entre o norte e o sul”, o social-democrata recusou “diabolizar” a chanceler alemã, Angela Merkel, caracterizando-a como “um caso de estudo de sucesso na Europa” pela liderança forte e prolongada, reconhecendo nela um “estatuto de imperatriz” patente quando “a primeira coisa que os líderes europeus fazem é ir a Berlim”, onde “se atropelam no beija-mão”.

“Não é saudável, mas é o que se passa”, afirmou, defendendo que “o discurso dos patriarcas (europeus) deve ser retomado” porque “é preciso entusiasmar os cidadãos por uma cultura política europeia de paz e de igualdade entre os Estados”.

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