Morte de O'Donnell quase quatro anos depois de Féher


 

Lusa/AO   Futebol   30 de Dez de 2007, 14:00

A morte do futebolista escocês Phil O'Donnell,  depois de desfalecer em campo, encontra paralelo noutros casos, como o do espanhol Antonio Puerta, há quatro meses
A morte do futebolista escocês Phil O'Donnell, depois de desfalecer em campo, encontra paralelo noutros casos, como o do espanhol Antonio Puerta, há quatro meses, ou o do húngaro Miklos Féher, do Benfica, que desapareceu há quase três anos.
Defesa e capitão do Motherwell, da liga escocesa, O'Donnell, de 35 anos, morreu num hospital depois de ter caído inanimado a 12 minutos do final do jogo com o Dundee United, quando se preparava para ser substituído.
O falecimento de O'Donnell acontece precisamente quatro meses e um dia depois do de António Puerta, defesa do Sevilha, que morreu aos 22 anos, a 28 de Agosto de 2007, alguns dias após ter sido hospitalizado em estado crítico na sequência de várias paragens cardíacas durante um jogo do campeonato espanhol.
 O caso do espanhol era o mais recente de um historial de morte súbita no futebol profissional que inclui algumas registadas em Portugal.
Antes de o jovem colombiano Victor Alfonso Guerrero, 17 anos, ter morrido subitamente num treino do Envingado FC, a 11 Abril 2006, o português Hugo Cunha, da União de Leiria, perdeu a vida num jogo entre amigos, a 25 de Junho de 2005.
Vítima de paragem cardíaca, Hugo Cunha, de 28 anos, caiu inconsciente no relvado e, apesar das tentativas de reanimação de amigos e bombeiros, não resistiu.
A morte de Hugo Cunha trouxe à memória Miklos Féher, o avançado húngaro que representava o Benfica e que caiu inanimado num jogo da Liga portuguesa, no terreno do Vitória de Guimarães, a 25 de Janeiro de 2004.
 Fehér, em memória do qual o Benfica decidiu retirar a camisola 25, ainda foi transportado ao hospital, mas jamais recuperou a consciência. Segundo a autópsia sofria de uma mal-formação cardíaca.
Trinta anos antes, a 16 de Dezembro de 1973, o luto atingiu em particular o FC Porto com a morte de Pavão, médio de 26 anos, que sofreu uma paragem cardíaca aos 13 minutos do jogo com o Vitória de Setúbal, da 13ª jornada do campeonato nacional da I Divisão.
Nove meses depois de Fehér, a 27 de Outubro de 2004, o brasileiro Serginho, do São Caetano, desfaleceu no relvado num jogo com o São Paulo e a sua morte causou grande polémica no Brasil, porque a autópsia mostrou um coração doente, com 600 gramas de peso, cerca de seis vezes acima do normal.
O presidente do clube e o médico foram suspensos e a equipa foi penalizada com perda de pontos.
Episódio marcante deste historial, por ter ocorrido numa competição internacional organizada pela FIFA e com grande expressão mediática, aconteceu a 26 de Junho de 2003, quando o camaronês Marc-Vivien Foé, 28 anos, morreu em Lyon, França, depois de cair no círculo central, numa das meias-finais Taça das Confederações.

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