Morreu freira congolesa que trabalhava com padre espanhol infetado na Libéria


 

Lusa/AO online   Economia   9 de Ago de 2014, 15:09

A freira congolesa Chantal Pascaline, que trabalhava com o padre espanhol infetado pelo vírus do Ébola num hospital da Libéria, morreu hoje de madrugada devido à febre hemorrágica, informou a Ordem Hospitaleira de São João de Deus.

 

Pascaline, de 47 anos, estava no hospital de São José de Monróvia, capital da Libéria, assistida pelo enfermeiro voluntário camaronês William Ekeurm, assim como dois outros religiosos infetados, a freira equato-guineense Paciencia Melgar e o padre ganês Georges Combey.

Tal como o padre espanhol Miguel Pajares e a freira de origem espanhola Juliana Bonoha, repatriados na quinta-feira para Espanha, os três religiosos africanos prestavam assistência a doentes de Ébola naquele hospital liberiano.

Num comunicado, a Ordem religiosa indica estar a preparar uma equipa de profissionais de saúde para enviar o mais rapidamente possível para a zona no âmbito da campanha “Paremos o Ébola na África Ocidental”.

Pajares, de 75 anos, foi infetado pelo vírus e o seu estado é estável. Bonoha, de 65, foi internada por suspeita de infeção não confirmada até ao momento e está sem sintomas e em bom estado geral, segundo o Hospital Carlos III de Madrid, onde estão internados.

A Libéria é um dos quatro países da África Ocidental que enfrentam o pior surto de Ébola das últimas quatro décadas, já considerado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) como uma emergência internacional de saúde.

Desde fevereiro, o vírus infetou mais de 1.700 pessoas, mais de 900 das quais morreram, na Serra Leoa, Guiné-Conacri, Libéria e Nigéria, segundo a OMS.



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