Moradores da Rua de São José querem o caso no Parlamento

Moradores da Rua de São José querem o caso no Parlamento

 

Luísa Couto   Regional   3 de Jun de 2010, 15:00

Pode chegar ao parlamento açoriano o processo de deslocalização dos habitantes da rua de São José, na freguesia de Ribeira Chã, concelho de Lagoa, em função da instabilidade do talude que sustenta a zona edificada.
Esta é, pelo menos, a pretensão de alguns moradores que já fizeram saber que vão avançar com uma petição e com o pedido de audiências aos vários partidos com representação parlamentar.

Apurar responsabilidades e fazer com que sejam assumidos e formalizados compromissos com os proprietários.

“Tudo o que temos assistido são garantias de boca e só com palavras não chegamos lá. A situação é grave de mais para nos contentarmos só com isso e, além disso, não está a resultar”, refere Paulo Pires, residente no número 1 da rua de São José.

O morador diz que, à semelhança de outros vizinhos, compareceu na Assembleia Municipal de Lagoa, realizada esta quarta-feira, com vista a obter mais esclarecimentos mas não viu goradas as suas pretensões.

“As perguntas fizeram-se mas não tiveram resposta”, sustenta.

“Falei durante dois minutos e depois fui mandado calar. É um retrato da vontade que há na Lagoa em resolver o problema dos taludes”, revela o presidente da Associação de Moradores da Ribeira Chã, José Pacheco, que também marcou presença na reunião. Aliás, o habitante faz questão de apontar pequenas situações para as quais, garante, “há pleno desinteresse”.

“Existem infiltrações na rua que são uma espécie de cancro no talude. Pedimos que fossem tapadas mas até hoje estão na mesma. Por isso, hoje, somos nós moradores que vamos resolver o problema”, assume José Pacheco.

Ainda no que respeita a diligências, Paulo Pires, por sinal, o único morador que já “se mexeu” para encontrar uma nova habitação, não deixa de lamentar o que diz ser a aparente tranquilidade das entidades oficiais perante uma situação que já vem pedindo respostas há vários anos.

“A minha casa é a que apresenta maior risco uma vez que já não tem talude... É só o muro de suporte e depois a casa. Tenho três quartos e, neste momento, apenas um está a ser usado por mim e pela minha esposa, e ainda por um filho menor. Daí que já tenha procurado uma alternativa”. A “moradia alternativa”, garante, está encontrada, o problema é que não consegue dar seguimento ao processo.

“Fui à junta e mandaram-me para a Câmara. Da Câmara mandaram-se para a Secretaria da Habitação e ainda nada”, indica Paulo Pires, esclarecendo que ainda não conseguiu contacto directo com o director regional da Habitação.

Leia esta notícia na íntegra no jornal Açoriano Oriental de Quinta-feira,
Dia 3 de Junho de 2010


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