Monti afirma que Itália não precisa de resgate financeiro

Monti afirma que Itália não precisa de resgate financeiro

 

Lusa/AO online   Economia   1 de Ago de 2012, 12:09

O primeiro-ministro italiano, Mario Monti, disse esta quarta-feira na Finlândia que a Itália não vai precisar de resgate financeiro, apesar de precisar de "tempo" por parte dos mercados.

Monti, numa entrevista publicada hoje no jornal finlandês, “Helsingin Sanomat”, afirmou que os mercados “são muito lentos” quando têm de compreender as medidas que foram tomadas e que já foram conseguidas.

Na terça-feira, o senado italiano deu o primeiro passo para a aprovação de cortes da despesa pública na ordem dos 25.000 milhões de euros até 2014.

A visita de Monti à Finlândia enquadra-se num périplo europeu sobre a situação na zona euro e pretende impulsionar o “cumprimento” dos acordos conseguidos na reunião do Conselho Europeu realizada em junho.

A deslocação por várias capitais europeias começou na terça-feira em Paris, onde o primeiro-ministro italiano se reuniu com o presidente francês François Hollande.

No encontro, na capital francesa, Monti e Hollande apelaram à defesa, consolidação e reforço da zona euro tendo considerado que se alcançaram “progressos significativos” nas últimas semanas.

Em Helsínquia, Monti vai reunir-se com o primeiro-ministro finlandês, Jyrki Katainen, com o Presidente Sauli Niinisto e com o comissário europeu para a política económica e monetária, Olli Rehn.

A Finlândia é um dos países da zona euro que mais se opõe ao uso de fundos europeus para a compra de dívida de países sob pressão. Monti vai tentar convencer os políticos finlandeses sobre a necessidade de se combater a especulação dos mercados através do dinheiro depositado no Fundo Europeu de Estabilidade Financeira (FEEF), e no Mecanismo Europeu de Estabilidade (MEE).

“Estamos a estudar uma possível intervenção, com várias combinações, que envolvam o FEEF o MEE ao Banco Central Europeu (BCE)” disse o chefe do Executivo italiano, que criticou, indiretamente, as dúvidas do Governo finlandês sobre a participação na ajuda financeira aos países que necessitam de auxílio, “como a Grécia ou Espanha”.

“Quanto mais se enfraquece a estrutura e a capacidade do FEEF e do MEE pelas condições quer querem impor, mais compromissos vão ser necessários”, afirmou.

Monti conclui a ronda de contactos na quinta-feira em Madrid onde se vai encontrar com o chefe do Governo espanhol, Mariano Rajoy.


Açormédia, S.A. | Todos os direitos reservados

Este site utiliza cookies: ao navegar no site está a consentir a sua utilização.
 
Termos e Condições de Uso.