Moedas diz que é humilde e pede ajuda do Parlamento para enfrentar Conselho

Moedas diz que é humilde e pede ajuda do Parlamento para enfrentar Conselho

 

Lusa/AO online   Economia   30 de Set de 2014, 11:08

O comissário indigitado Carlos Moedas disse que os problemas de financiamento na área da investigação, ciência inovação serão uma das suas primeiras preocupações, e pediu, de forma "humilde", a ajuda do Parlamento Europeu para enfrentar o Conselho.

 

Carlos Moedas, que está a ter hoje de manhã, em Bruxelas, a sua audição perante a comissão parlamentar de Indústria, Investigação e Energia, foi questionado por diversos eurodeputados sobre como pretende fazer face à insuficiência das dotações de pagamento para o programa-quadro de investigação e inovação da UE "Horizonte 2020", em virtude dos cortes impostos pelo Conselho (Estados-membros).

“Isso é algo que temos que enfrentar juntos. Estou consciente do problema. Mas preciso da ajuda do parlamento para ser capaz de enfrentar o problema. Como pessoa humilde que sou, digo aqui que preciso da ajuda desta casa”, declarou Moedas, comissário que deverá assumir a pasta da Inovação, Ciência e Investigação na futura Comissão Europeia, a partir de 01 de novembro.

Moedas referia-se ao fosso entre as autorizações e pagamentos no orçamento comunitário para a área que deverá passar a tutelar a partir de novembro, ou seja, a diferença entre aquilo que a UE comprometer-se a gastar - por exemplo, assinar um contrato ou iniciar um procedimento de concurso - num determinado ano, e os pagamentos reais feitos naquele ano, havendo já problemas de financiamento para o ano em curso.

O comissário designado por Portugal garantiu que, caso seja confirmado no cargo, dedicará logo os primeiros dias em funções a esta questão, pois a situação, admitiu, “não é sustentável”.

Numa audição durante a qual respondeu aos eurodeputados em inglês, francês, português e até castelhano, Carlos Moedas frisou por diversas vezes que uma das suas principais missões será “mostrar que a Investigação, Ciência e Inovação são cruciais” para o crescimento económico da Europa.

“Entre 1995 e 2007, cerca de 62 por cento do crescimento na Europa foi derivado precisamente da inovação”, referiu em mais de uma ocasião.

O comissário indigitado por Portugal para a futura Comissão Europeia, Carlos Moedas, a quem foi atribuída a pasta da Investigação, Ciência e Inovação, é dos primeiros da futura Comissão Juncker a sujeitar-se às audições do Parlamento Europeu – os “exames” tiveram início na segunda-feira e decorrem até 07 de outubro.

 


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