Moda dos passeios aéreos chega ao Porto e Douro Vinhateiro

Moda dos passeios aéreos chega ao Porto e Douro Vinhateiro

 

Cecília Malheiro - Lusa/AO online   Economia   21 de Jun de 2015, 12:32

A moda do turismo aéreo de Nova Iorque ou do Grande Canyon chegou ao Porto e Douro Vinhateiro e clientes ricos da Europa de Leste, automobilistas e futebolistas consagrados ou artistas e empresas internacionais gostam de a experimentar.

 

Os clientes dos passeios no ar na cidade invicta são na maioria (90%) turistas estrangeiros e mais de metade são europeus, designadamente ingleses, alemães, franceses e alguns com notoriedade internacional, contou à agência Lusa o diretor da empresa Douro Azul para as áreas dos helicópteros, cruzeiros e autocarros turísticos.

Eventos desportivos, como o Rali de Portugal, o Campeonato do Mundo de Carros de Turismo (WTCC), a Liga dos Campeões ou festivais de música, como o NOS Primavera Sound são as alturas ideais para os clientes estrangeiros experimentarem o passeio aéreo de helicóptero no Porto.

Só no fim de semana do festival de música NOS Primavera Sound, nos dias 5 e 6 de junho, a empresa realizou dez voos com 30 pessoas.

Há também pedidos com alguma “extravagância” que chegam, principalmente, da Europa de Leste, onde clientes com alto poder de compra e que pedem sigilo requisitam o helicóptero para, por exemplo, uma semana de férias, com disponibilidade total do piloto, independentemente de voar ou não voar, e com passagem por Espanha, relata Rui Saraiva.

“Nós não fazemos tudo. Fazemos dentro daquilo que são as regras e as condições de segurança pedido pelas autoridades”, sublinha, explicando que os helicópteros não podem voar à noite para fazer turismo, apenas para fins militares ou de emergência médica.

A experiência de sobrevoar a cidade das seis pontes e apreciar monumentos classificados como Património Mundial também é vivida por clientes com menor poder de compra e, por essas razões, a empresa Douro Azul considera que o negócio do turismo aéreo é sustentável e com potencial para crescer.

“Estimamos chegar ao final de 2015 com um volume de negócios na ordem do meio milhão de euros. Esse é um objetivo e se for concretizado é uma boa premissa”, considerou Rui Saraiva, recordando que o serviço já permitiu, por exemplo, realizar pedidos de casamento em pleno voo.

A empresa acredita que as taxas de crescimento do turismo aéreo no Porto podem acompanhar o mercado turístico da cidade.

“Não queremos crescer mais daquilo que podemos”, sustenta Rui Saraiva, consciente, todavia, que o Porto está a viver tempos dourados no turismo.

Em 2014, o número de dormidas atingiu os 2,6 milhões, tendo aumentado 13,8% face a 2013. E este ano o Porto registou, no primeiro trimestre, um crescimento de 16,3% em termos de dormidas e 18,3% em termos de proveitos totais (alojamento, restauração e similares”, face ao período homólogo de 2014.

A Douro Azul é a única empresa que está a operar no turismo aéreo do Porto e tem dois helicópteros – o Bell Long Ranger, com capacidade até seis passageiros, estando habilitado para captar fotografia aérea e imagem aérea, e o Robinson R44, com capacidade até três passageiros, além do piloto.

As parcerias com hotéis da cidade que apostam em serviços ‘premium’ como o Yeatman, ou com quintas no Douro Vinhateiro são outras apostas da Douro Azul, que quer chegar também à zona de Chaves (Vila Real), para captar clientes que participam em eventos de golfe mais a norte de Portugal.

O ‘boom’ de viagens ao Alto Douro Vinhateira vai acontecer em setembro e outubro próximos, altura das vindimas de um dos mais famosos vinhos do mundo: o vinho do Porto.

E é principalmente nesta altura do ano que os passeios aéreos de helicóptero se aliam aos navios hotel que navegam Douro acima, Douro abaixo, mostrando aos turistas a paisagem única no mundo e declarada pela UNESCO em 2001 como Património da Humanidade.

“Vamos reforçar as viagens no Douro nestes dois meses (setembro e outubro)”, anuncia Rui Saraiva, explicando que há muita procura de turismo aéreo e fluvial nessa altura do ano e, por essa razão, a empresa está apostada no “cross selling’ (combinação de vendas), promovendo um "dois em um" de produtos ao cliente, juntando duas experiências diferentes num mesmo pacote turístico.

Os turistas podem, por exemplo, fazer um voo de helicóptero durante 45 minutos por 525 euros e depois aterrar no ‘sun deck’ de um navio hotel de luxo, para uma viagem fluvial junto às vinhas do Douro.


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