Moção de Vasco Cordeiro diz que "nova maioria absoluta" seria o melhor para os Açores


 

Lusa / AO online   Regional   12 de Mar de 2016, 09:41

O PS/Açores, que realiza este mês o seu XVI congresso regional, destaca na moção subscrita por Vasco Cordeiro que a região está "no bom caminho" e que o melhor para os açorianos seria uma "nova maioria absoluta" em outubro.

 

"Estamos no bom caminho. Todos os indicadores atestam essa realidade. Estamos a recuperar de uma crise muito severa que nos foi imposta por fatores externos", refere a Moção de Orientação Política Global intitulada "Uma autonomia forte ao serviço dos açorianos", subscrita por Vasco Cordeiro, a que a agência Lusa teve hoje acesso.

A reunião magna do PS/Açores realiza-se a 18, 19 e 20 de março, no auditório do parque Nonagon, na cidade da Lagoa, na ilha de São Miguel, com a participação de cerca de 300 delegados das nove ilhas.

Argumentando que "as maiorias do PS têm sido o melhor para os Açores", o documento defende que, em outubro, nas próximas eleições regionais "uma nova maioria absoluta do PS/Açores será a garantia mais segura de os açorianos não desperdiçarem a oportunidade de serem eles próprios a escolher o Governo e a maioria que desejam".

Reforçar a ligação às pessoas e abrir o partido à sociedade são metas do Partido Socialista nos Açores, que quer implementar a possibilidade de apresentação ao congresso regional de petições por cidadãos independentes e adotar o processo de eleições primárias para a escolha do candidato a presidente do Governo Regional a propor pelo PS/Açores, no caso de haver mais de um pretendente, em que os simpatizantes também terão direito de voto.

Vasco Cordeiro defende que, a médio prazo, deve equacionar-se a possibilidade de escolha de candidatos a deputados municipais, regionais e nacionais com base no sistema de listas abertas, pelo universo eleitoral dos militantes da zona geográfica relacionada, sendo que a lista final a sufragar resultará de nomes propostos pelos órgãos deliberativos competentes nos termos estatutários.

Outra das propostas passa pela implementação da figura do "referendo interno", para auscultar os militantes sobre decisões consideradas fundamentais, especialmente no que diz respeito à definição da posição do partido sobre matérias essenciais para o futuro dos Açores e a criação do Conselho Consultivo do PS/Açores, órgão de análise, estudo e propositura composto por independentes reconhecidos pela sua capacitação técnica em várias áreas.

"O caminho que trilhamos é o de constante aperfeiçoamento da nossa ação, envolvendo os açorianos, militantes, ou não militantes, que partilham desta ambição que nos une: o melhor para os Açores e para os açorianos", refere o documento, vincando que embora a política não se esgota nos partidos é preciso "manter e reforçar os elos de ligação com a sociedade para atrair para a participação uma larga franja que se tem mantido afastada do fenómeno político".

O PS/Açores, que considera ser sua "imagem de marca" a manutenção do equilíbrio financeiro e a consolidação das finanças públicas regionais, tenciona continuar a construir o futuro dos Açores, pois " o PS/Açores é, com o apoio e a força das açorianas e açorianos uma referência de estabilidade, de confiança e de segurança".



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