Misericórdia de Ponta Delgada defende viabilidade de serviço de cuidados continuados

Misericórdia de Ponta Delgada defende viabilidade de serviço de cuidados continuados

 

Lusa / AO online   Regional   22 de Out de 2016, 21:17

O provedor da Santa Casa da Misericórdia de Ponta Delgada manifestou-se hoje convencido que será viável manter a funcionar o serviço de cuidados continuados, apesar do delegado de saúde concelhio ter mandado encerrar a valência.

 

“Já foram corrigidas várias situações que estavam indicadas” referiu José Francisco Silva, numa conferência de imprensa em Ponta Delgada, acrescentando que a Santa Casa está a trabalhar em “colaboração estreita com a Delegação de Saúde de Ponta Delgada e outras entidades oficiais no sentido de se conseguir preservar o bem-estar” de 45 utentes, com uma média etária de 80 anos.

Na sequência de denúncias anónimas, o edifício sede da Santa Casa da Misericórdia de Ponta Delgada, na ilha de São Miguel, que acolhe, entre outros serviços, os cuidados continuados e o lar São Francisco recebeu, na passada semana, uma vistoria do delegado de saúde concelhio, que identificou várias anomalias e mandou encerrar o serviço até 27 de outubro.

A direção da Santa Casa da Misericórdia de Ponta Delgada reuniu-se hoje com o delegado de saúde, com um representante do Governo Regional e com familiares dos utentes para falar da “situação incomoda” e evitar que os utentes tenham de ser transferidos para outras instituições.

“Reconhecemos que existem de facto algumas anomalias, situações de funcionamento que necessitam de ser revistas e corrigidas, mas elas não obstam a que o serviço que prestamos continue”, considerou o provedor, alegando que a instituição que dirige está de “boa-fé” e que a qualidade do serviço prestado é atestada pela satisfação dos utentes e dos seus familiares.

Para José Francisco Silva o que está em causa é a forma como poderá ser executado o serviço, questões de natureza técnica e referentes à qualidade e manutenção do edifício em si e não o tipo de cuidados prestados aos utentes, a alimentação, a higiene e os serviços médicos e de enfermagem.

Estimando que seriam necessários dezenas de milhares de euros para intervir no imóvel e adquirir mais equipamento, o provedor assumiu que a Santa Casa não dispõe de capacidade financeira para avançar sozinha e rejeitou que em causa, em toda esta situação, esteja algum tipo de perseguição político-partidária.

"Este é um edifício de grandes dimensões, disfuncional, que não foi construído para as valências que acolhe", referiu o provedor, alegando ainda que a legislação em vigor diz que as entidades privadas com cuidados continuados tem dois anos para se adaptarem, prazo que ainda não foi atingido.

José Francisco Silva adiantou, ainda, que está a decorrer uma averiguação interna às situações denunciadas e só depois disso irá ponderar se avança ou não judicialmente, para defender o bom nome da Santa Casa da Misericórdia de Ponta Delgada, uma das instituições do género mais antigas nos Açores.

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