Ministros europeus querem patrulhas e bilhetes com nomes nos comboios internacionais


 

Lusa/AO online   Internacional   29 de Ago de 2015, 17:59

Ministros europeus apelaram para a criação de patrulhas multinacionais e a utilização de bilhetes com os nomes dos passageiros nos comboios internacionais de longa distância na sequência do ataque 'jihadista' frustrado de há uma semana.

As medidas integram uma declaração comum divulgada no final de uma reunião em Paris de ministros de nove países, que pediram igualmente à Comissão Europeia para reforçar a legislação sobre armas de fogo e aos serviços de informações para intensificarem a sua cooperação.

O aumento do controlo de passageiros e bagagens nas principais estações de comboio também foi pedido, no sentido de se reforçar a segurança depois do ataque no dia 21 num comboio de alta velocidade, que fazia a ligação entre Amesterdão e Paris e que foi impedido por passageiros.

A França, Alemanha, Reino Unido, Itália, Espanha, Bélgica, Luxemburgo, Holanda e Suíça consideram ainda "indispensável realizar operações de controlo simultâneas e coordenadas em determinadas rotas", declarou o ministro do Interior francês, Bernard Cazeneuve, lendo a declaração.

Os 26 países da zona Schengen aboliram as fronteiras físicas e o princípio da livre circulação de pessoas não permite a reintrodução do controlo sistemático nas fronteiras.

O jovem marroquino que abriu fogo a bordo do comboio está em prisão preventiva. Foi acusado de tentativa de homicídio de natureza terrorista, de posse de armas e de "participação em associação terrorista com vista à organização de um ou vários crimes", segundo as alegações do Ministério Público francês.

Ayoud El Khazzani, de 25 anos, entrou no comboio na Bélgica, armado com uma espingarda de assalto 'kalashnikov' e na posse de nove carregadores, uma pistola e um 'x-ato'. A intervenção de vários passageiros, entre os quais três militares norte-americanos de férias, impediu o que poderia ter sido um massacre.

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