Ministros das Finanças europeus reúnem-se em Nicósia com atenções viradas para o sul da Europa

Ministros das Finanças europeus reúnem-se em Nicósia com atenções viradas para o sul da Europa

 

Lusa/AO Online   Economia   14 de Set de 2012, 07:01

Os ministros das Finanças da União Europeia reúnem-se hoje e no sábado, em Nicósia, Chipre, num encontro informal que deverá ser dominado pela situação em Portugal, Grécia e Espanha.

A reunião de “rentrée” do Ecofin (conselho de ministros das Finanças a 27) é antecedida hoje em Nicósia, às 08:30 locais (06:30 em Lisboa), por uma reunião do Eurogrupo (responsáveis pelas Finanças da zona euro), durante a qual estará em debate a situação económica e financeira da zona euro, segundo fontes diplomáticas.

Em análise estarão, em particular, as situações de Portugal, Espanha, Grécia, Irlanda e Chipre, os países que recorreram a resgates financeiros desde o início da crise das dívidas soberanas (no caso espanhol, o pedido limita-se à recapitalização do sistema bancário).

Portugal estará representado pelo ministro das Finanças, Vitor Gaspar, que deverá apresentar as conclusões da quinta avaliação da ‘troika’ ao memorando de entendimento, que contemplam o adiamento por um ano do prazo para cumprimento do défice, para 2,5 por cento em 2014.

O ministro já anunciou também um novo conjunto de medidas de austeridade que suscitaram múltiplas reações de oposição em Portugal, tendo o secretário-geral do PS anunciado na quinta-feira que apresentará uma moção de censura ao Governo caso não seja retirada a proposta que baixa a taxa social única (TSU) às empresas e agrava as contribuições dos trabalhadores.

Relativamente a Espanha, decorrem as auditorias independentes às entidades financeiras espanholas que determinarão o montante exato de apoio que a banca espanhola necessitará, sendo 100 mil milhões de euros o valor máximo apontado.

No que respeita à Grécia, a ‘troika’ (Comissão Europeia, Banco Central Europeu e Fundo Monetário Internacional) está em Atenas, num momento em que uma nova vaga de greves contra as medidas de austeridade regressou ao país e o Governo de coligação tenta concluir os novos cortes orçamentais até 2014.


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