Ministros das Finanças da União Europeia insistem na redução do défice da Grécia


 

lusa   Economia   16 de Fev de 2010, 14:39

Os ministros das Finanças da União Europeia (UE), reunidos hoje em Bruxelas para ratificar as medidas de supervisão da Grécia continuam a insistir na redução do défice.

"Do nosso ponto de vista, o programa do governo grego não é suficiente", declarou o ministro das Finanças sueco, Anders Borg, durante a reunião em Bruxelas.

"Eles têm que levar a sério" as medidas de correção e é necessário "medidas mais concretas para que o país recupere credibilidade nos mercados", acrescentou.

Os gregos "devem satisfazer as expetativas" dos mercados, disse ainda o ministro sueco, sublinhando a necessidade de "medidas mais concretas no que respeita à fiscalidade e à despesa".

Os ministros das Finanças dos países da zona euro deram segunda feira uma data limite à Grécia para avaliar se o seu programa económico atual é suficiente.

Atenas tem que estar preparada para adotar, se necessário, medidas económicas suplementares até 16 de março, data em que será feito um primeiro balanço.

Estas novas medidas deveriam incluir redução da despesa e aumento da receita, tal como um agravamento do IVA e das taxas suplementares sobre os produtos de luxo, afirmaram os ministros da UE reunidos em Bruxelas.

Os ministros dos 27 países da União Europeia devem ratificar hoje estas exigências.

"A pressão sobre a Grécia é aumentada para refletir até 16 de março sobre medidas suplementares" de correção económica e financeira, sublinhou o ministro das Finanças austríaco, Josef Proll.

A decisão tomada na segunda feira pelos ministros das Finanças da zona euro é "clara como água cristalina", indicou hoje por seu turno o luxemburguês Jean Claude Juncker.

Juncher voltou a rejeitar, além disso, a ideia de apelo a uma ajuda financeira do Fundo Monetário Internacional (FMI) a favor da Grécia.

"Trata-se de uma especulação principalmente alimentada por vozes anglo-saxónicas", disse.

O ministro sueco Anders Borg considerou, por seu turno, ser necessário apoiar "um papel forte do FMI no que diz respeito de vigilância no controlo da política económica da Grécia".

A Grécia anunciou estar disposta a tomar "todas as medidas necessárias" para reduzir o seu défice orçamental para 8,7 por cento em 2010, menos quatro pontos percentuais que os atuais 12,7 por cento, anunciou há dias o seu primeiro ministro, George Papandreou.

O país atravessa uma crise financeira sem precedentes desde que foi anunciado em outubro, com a chegada dos socialistas ao poder, que o défice das contas públicas ia ser de 12,7 por cento no final de 2009, bem acima dos 3,7 por cento previstos no início do ano.


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