Ministros da OCDE defendem mercado de trabalho mais inclusivo


 

Lusa/AO Online   Economia   15 de Jan de 2016, 18:59

Vários ministros e representantes de 40 países, incluindo os da OCDE, comprometeram-se hoje a promover a inserção laboral dos grupos mais vulneráveis, em particular dos jovens, para tentar estancar a crise que persiste no mercado de trabalho.

De acordo com a declaração conjunta aprovada no final da reunião ministerial da promovida pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), os titulares da pasta do Trabalho insistiram que nos seus países deve “operar uma transição para uma estratégia de crescimento inclusivo”.

Tal significa que todos devem receber a formação e o apoio necessários para adquirir as competências que são necessárias para obter postos de trabalho “de qualidade e gratificantes” e “evitar assim a armadilha dos empregos medíocres e da inatividade”.

O secretário-geral da OCDE, Ángel Gurría, recordou que há hoje 40 milhões de desempregados nos 34 países que integram a Organização, o que representa mais oito milhões face ao início daa crise financeira no final de 2007.

Falando em conferência de imprensa no final da reunião, Gurría assinalou que mais de um terço dos desempregados está sem trabalho há mais de um ano, e que na Europa este número representa metade do total [cerca de 20 milhões].

Um dos grupos mais atingidos pelo desemprego e pela precarização desde o início da crise foi o dos jovens entre os 15 e os 29 anos na OCDE, que não têm trabalho nem estudam. Do total dos desempregados, 27 milhões não estão à procura, de modo ativo, de uma inserção no mercado de trabalho.

Os ministros assinalaram igualmente que devem ser tomadas “medidas rápidas e seletivas para ajudar os grupos sub-representados e vulneráveis para que acedam a empregos gratificantes e de qualidade”.

 


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