Ministro propõe que Universidade dos Açores aposte em pós-graduações


 

Lusa / AO online   Regional   9 de Jan de 2010, 21:53

O ministro da Ciência e Ensino Superior, Mariano Gago, sugeriu hoje que a Universidade dos Açores invista mais em níveis de pós-graduações do que em licenciaturas, para compensar o défice de alunos.

No discurso que proferiu na sessão solene comemorativa dos 34.º aniversário da Universidade dos Açores, na cidade da Horta, Mariano Gago frisou que a aposta nas pós-graduações internacionais “é um fenómeno cada vez mais emergente em toda a Europa”.

Nesse sentido, salientou o que tem feito a Universidade da Madeira, que apostou nas pós-graduações para ultrapassar o problema do reduzido números de alunos que habitualmente caracterizam as instituições de ensino superior insulares.

Mariano Gago referiu que as universidades de menor dimensão, como as dos Açores e Madeira, mas também outras no continente português, sempre se debateram com o fenómeno de os seus habitantes preferirem “mandar os filhos estudar para Lisboa”.

“O investimento nas pós-graduações internacionais poderá ajudar a combater esse fenómeno e atrair professores e alunos de todo o mundo”, afirmou.

A sugestão de Mariano Gago surgiu em resposta às críticas do reitor da Universidade dos Açores, Avelino Meneses, que lamentou os problemas de sub-financiamento com que se debatem a maioria das universidades do país.

Avelino Meneses defendeu um financiamento das universidades assente num plano de actividades que garanta mais estabilidade às instituições, “em vez de receberem as verbas a conta-gotas”.

O reitor da academia açoriana lembrou que a Universidade dos Açores se debate com dificuldades acrescidas, que resultam da tripolaridade (pólos em S. Miguel, Terceira e Faial) e necessita, por isso, de um reforço de verbas superior ao das restantes instituições de ensino superior do país.

Durante a cerimónia, Ana Martins, biólogo marinha do Departamento de Oceanografia e Pescas da Universidade dos Açores, apresentou uma oração de sapiência contestando a influência dos gases com efeito de estufa no aquecimento global.

Para a investigadora, o clima nos Açores e no continente português é muito mais influenciado pela OAN (Oscilação do Atlântico Norte), um fenómeno que provoca alterações no nível da água do mar e que chega a afectar “colheitas agrícolas e os recursos da água, energia e pescas”.


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