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Ministro da Economia admite negociar com a 'troika' estímulo ao investimento

Ministro da Economia admite negociar com a 'troika' estímulo ao investimento

 

LUSA/AOnline   Economia   25 de Out de 2012, 20:45

O ministro da Economia, Álvaro Santos Pereira, afirmou hoje, em Lisboa, que o Governo irá "falar" com a 'troika', no âmbito da sexta avaliação, sobre "possíveis instrumentos de estímulo ao investimento".

Questionado sobre a intenção de reduzir o IRC (o imposto pago sobre os lucros pelas empresas) para 10 por cento no caso de novos investimentos, Álvaro Santos Pereira reconheceu que “Portugal precisa de apostar em políticas de investimento”.

“Precisamos de nos tornar competitivos para a atração do investimento. Iremos falar com a ‘troika’, no âmbito da sexta avaliação, sobre possíveis instrumentos de estímulo ao investimento”, admitiu o ministro da Economia, à margem da assinatura de um acordo de adesão ao projeto-piloto “50.000 turistas” com a Comissão Europeia, em Lisboa.

Em declarações aos jornalistas, Santos Pereira realçou que, “sem investimento, Portugal não vai crescer”, remetendo para mais tarde esclarecimentos sobre as medidas que estão em cima da mesa.

O Jornal de negócios noticiou hoje que o Ministério da Economia está a preparar uma proposta para apresentar à ‘troika’ de redução do IRC para 10 por cento no caso de novos investimentos acima de um montante a definir, que passaria a ser a taxa mais baixa de toda a Europa.

Também à margem da assinatura do acordo, o vice-presidente da Comissão Europeia, Antonio Tajani, disse estar “otimista” em relação à capacidade de Portugal para ultrapassar a crise, considerando que “o Governo [português] está na direção certa”.

Antonio Tajani defendeu que “é preciso fazer sacrifícios”, realçando que o Governo está “também a trabalhar no crescimento económico, na criação de emprego”, dando como exemplo a aposta no turismo, que considerou “um setor chave” para o crescimento económico.

O projeto-piloto “50.000 turistas” tem como objetivo estimular o turismo e, sobretudo combater a sazonalidade, através do fomento das viagens entre a América Latina e a Europa durante a época baixa.

Através de novas campanhas de promoção, a iniciativa pretende colocar 25 mil turistas sul-americanos a viajar para a Europa entre outubro de 2012 e março de 2013 e outros tantos turistas europeus a fazer o percurso inverso entre maio e outubro de 2013.


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