Ministro da Defesa quer Portugal na vanguarda mundial da segurança marítima

Ministro da Defesa quer Portugal na vanguarda mundial da segurança marítima

 

Lusa/AO Online   Nacional   24 de Jul de 2015, 17:26

O ministro da Defesa revelou esta sexta-feira que pretende "posicionar Portugal no ranking mundial da segurança marítima", destacando a importância do novo programa "Mar Seguro" para dar meios à comunidade piscatória e evitar riscos enquanto trabalham.

 

“O ‘Mar Seguro’ vai ao encontro de uma linha de ação que desenvolvemos desde o início deste mandato: salvar mais e melhor. Queremos posicionar Portugal no ranking mundial da vanguarda da segurança marítima, tal como acontece em termos da segurança balnear, em que o nosso país tem das menores taxas de mortalidade”, afirmou José Pedro Aguiar-Branco.

Para o ministro da Defesa Nacional, que presidiu à apresentação do programa “Mar Seguro” na Administração dos Portos do Douro e Leixões, em Leça da Palmeira, Matosinhos, “a segurança dos turistas, dos viajantes e de quem nos garante investimento na economia” é uma forma de contribuir para o “crescimento sustentado da economia”.

“A comunidade marítima piscatória é hoje um importante vetor do crescimento económico. As suas gentes terão agora maior capacidade de desenvolver a sua atividade profissional com maior segurança, na certeza de que essa segurança é uma responsabilidade de todos”, afirmou.

O ministro sublinhou “o empenho das Forças Armadas” nas ações articuladas com outras entidades que, “este ano, permitiram 330 ações de busca e salvamento nas quais se salvaram 203 vidas humanas”.

Para o ministro, é importante “ter mais capacidade operacional”, “não duplicar meios” e usar os existentes para “operar mais e com mais eficiência”.

O governante acrescentou ser necessário “continuar a melhoria das estruturas e meios de salvamento”, bem como “todas as medidas que têm sido adotadas para promover uma mais cultura de segurança de todos quantos andam no mar”.

Aguiar-Branco notou ainda que a sua presença na apresentação do programa “Mar Seguro” teve por objetivo “dar visibilidade acrescida a uma missão que é feita todos os dias”, que “consome horas, equipamento e recursos humanos para que, na hora certa, nada falhe no momento do salvamento.

O diretor do Instituto de Socorros a Náufragos (ISN) esclareceu, na cerimónia que o “Mar Seguro” pretende “divulgar a cultura de segurança no mar junto da comunidade piscatória”, através de “ações de sensibilização” para a “prudência” e “cidadania marítima”.

A ideia é, também apostar em ações de formação em “suporte básico de vida”, de modo a que as embarcações tenham sempre pelo menos um elemento” que saiba prestar meios imediatos de socorro até a chegada de ajuda.

Uma das ideias-chave do programa é convencer os pescadores da importância do uso de coletes e balsas salva-vidas, “com prazos de validade em dia e em número suficiente para a quantidade de tripulantes”.

“O colete é a diferença, muitas vezes, entre a vida e a morte”, alertou.

Planear a viagem antes da saída para o mar, tendo em atenção “os avisos à navegação, ao estado das barras e das marés”, por exemplo, foi outro dos exemplos apontado pelo responsável.

Numa primeira fase, as campanhas junto das comunidades piscatórias vão ser feitas nas estações salva-vidas de Leixões (Norte), de Peniche (Centro) e de Ferragudo (Sul).

Macieira Fragoso, almirante da Autoridade Marítima Nacional, destacou que “o esforço de diminuição da sinistralidade de quem anda no mar é um trabalho diário” e que o programa “Mar Seguro” é um “incremento da cultura de segurança” marítima, através da “sensibilização da comunidade piscatória para o cumprimento das regras de segurança”.

 

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