Ministra da Saúde acredita num "entendimento" com os enfermeiros


 

Lusa / AO online   Nacional   13 de Jun de 2010, 17:55

A ministra da Saúde, Ana Jorge, admitiu hoje “acreditar ser possível chegar a um entendimento” com o Sindicato dos Enfermeiros Portugueses, que mantêm convocada uma manifestação nacional para os próximos dias.

Em declarações à agência Lusa, à margem das comemorações nacionais do Dia Mundial do Doador de Sangue, este ano a decorrer em Tramagal, Abrantes, Ana Jorge afirmou que o Ministério que tutela não apresenta propostas “inflexíveis”, adiantando estar sempre disponível para negociar “tendo em atenção o período difícil que se vive e aquilo que o Governo quer fazer, em termos de reconhecimento da importância da enfermagem”.

A governante, que chegou esta manhã de Buenos Aires, Argentina, afirmou à Lusa que da reunião de trabalho que decorreu na semana passada “resultaram alguns avanços”, tendo acrescentado “acreditar” ser possível chegar a um entendimento com os responsáveis do Sindicato dos Enfermeiros, na reunião agendada para segunda feira.

Em causa estão questões como a avaliação de desempenho, acordo coletivo de trabalho, regulamentação da carreira e grelhas salariais.

Noutro registo, tendo em conta o repto do Governo para as administrações hospitalares apresentarem planos de redução de despesa, Ana Jorge disse à Lusa que “uma melhor gestão financeira não passa, obrigatoriamente, por cortes” em prestação de serviços, tendo acrescentado que “os cortes podem não significar atos de boa gestão”.

“O importante, e é isso que temos vindo a dizer, é gerir bem, identificando onde é possível poupar e não gastando no que é supérfluo, para podermos ter mais e gastar naquilo que faz falta”.

A 24 de maio, a ministra Ana Jorge deu 20 dias aos hospitais para apresentarem um plano de redução de despesas, que integra um pacote de dez medidas para poupar 50 milhões de euros no Serviço Nacional de Saúde.

Em reação às declarações do bastonário dos Médicos, que alertou que a diretiva que aprova a livre circulação de doentes na União Europeia pode prejudicar os sistemas de saúde de países como Portugal, e levar os clínicos destes países a migrarem para outros Estados, Ana Jorge desvalorizou, afirmando que a mesma “ainda tem um processo longo pela frente até ao seu aparecimento”.

“A medida só foi aprovada terça feira, ainda vai passar pelo Parlamento mas a fuga de médicos não me parece que tenha justificação nem nada a ver uma coisa com a outra”, afirmou.

A proposta, que terá de ser confirmada pelo Parlamento Europeu, um processo que pode demorar mais de dois anos, estabelece que seja o país de residência do doente a custear as despesas feitas noutro estado-membro.


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