Ministério Público acusa três funcionárias públicas dos Açores de desviarem mais de 1ME

Ministério Público acusa três funcionárias públicas dos Açores de desviarem mais de 1ME

 

Lusa/AO Online   Regional   10 de Jul de 2017, 16:51

O Ministério Público (MP) acusou três funcionárias públicas do Fundo Regional de Coesão, em Ponta Delgada, um organismo público nos Açores, de terem desviado, para contas bancárias próprias, verbas superiores a um milhão de euros, foi hoje anunciado.

 

Segundo informou a Procuradoria da Comarca dos Açores, "a 16 de Junho, o Ministério Público deduziu acusação contra três funcionárias públicas na secção administrativa e financeira do Fundo Regional de Coesão, em Ponta Delgada, por um crime continuado de peculato” e duas delas são também acusadas de “crime continuado de falsidade informática”.

"Concretamente, as arguidas são acusadas de, no período compreendido entre Setembro de 2004 e Julho de 2016, no exercício daquelas funções, terem desviado, para contas bancárias próprias, verbas globais superiores a um milhão e trezentos e quarenta mil euros, que se destinavam, entre outros fins, a suportar comparticipações financeiras devidas aos bombeiros voluntários da Região Autónoma dos Açores pela aquisição de combustível", adianta ainda.

Em dezembro de 2016, a Polícia Judiciária (PJ) anunciou a detenção de duas funcionárias da administração pública regional açoriana por suspeita de peculato, pelo alegado desvio de “pelo menos” cerca de 400 mil euros, arguidas que ficaram inibidas de funções e proibidas de se ausentarem de São Miguel.

Na altura, as duas funcionárias do Fundo Regional de Apoio à Coesão e ao Desenvolvimento Económico de Ponta Delgada, organismo sob tutela da Secretaria Regional dos Transportes e Obras Públicas, foram detidas para interrogatório, na sequência de uma auditoria interna por suspeita de peculato.

O Fundo Regional revelou pouco depois que tinha sido mandada instaurar uma auditoria interna pelo conselho diretivo do Fundo a vários processos administrativos, contabilísticos e financeiros, tendo sido “detetadas irregularidades que podem configurar a prática de ilícitos criminais”, salientando que face ao resultado da auditoria e às suspeitas, foi apresentada queixa junto da Polícia Judiciária.

 


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