Militares testam apoio à população em caso de sismo (vídeo)

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Luís Pedro Silva   Regional   9 de Jun de 2016, 15:38

O exercício Açor 2016 terminou ontem com a realização de uma demonstração da capacidade operacional dos três ramos das forças armadas na freguesia dos Mosteiros.
O cenário do exercício previa a ocorrência de um sismo, que deixou a freguesia dos Mosteiros, com as estradas cortadas, sendo necessário prestar auxílio à população por via terrestre, marítima e aérea. 

 

O mau tempo que se verificou na terça-feira permitiu tornar o exercício próximo de uma situação real, colocando dificuldades acrescidas ao movimento das embarcações da Marinha e dois aviões da Força Aérea Portuguesa. Acabou por ser uma força de intervenção terrestre que conseguiu chegar primeiro aos Mosteiros e prestar apoio à população. 

 

O campo de futebol dos Mosteiros transformou-se no centro operacional do exercício, sendo montadas diversas tendas para acolher os desalojados, prestar os cuidados médicos iniciais e garantir a alimentação das pessoas. 

 

Depois, através dos militares do Navio de Patrulha Oceânico “Figueira da Foz” foram recolhidos os desalojados.

 

Durante o exercício foram testadas ainda a descontaminação de uma infraestrutura contaminada pelo vírus ébola e uma ação de reconhecimento pelos elementos de defesa biológica, química e radiológica da Força Aérea. 

 

O comandante do Comando Operacional dos Açores (COA), Tenente-General José Mourato Caldeira, explicou que a intervenção dos militares surge como um apoio ao Serviço Regional de Proteção Civil dos Açores para “reforçar os meios ou ajudar a colocar nas ilhas os meios que a Proteção Civil não possui nas ilhas”.

 

Devido ao mau tempo que ocorreu na terça-feira os militares não conseguiram “projetar militares de ilha para ilha”, contando apenas com os meios terrestres.


O secretário regional da Saúde, Luís Cabral, considerou que “98 por cento das situações correram bem, apesar de todos os problemas causados pelas intempéries. Agora falta corrigir os dois por cento que falta para chegarmos a um nível de excelência”.

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