Militares são "anjos da guarda" no meio do oceano

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Luís Pedro Silva   Regional   22 de Nov de 2014, 11:55

Exercício de busca e salvamento da Marinha e Força Aérea permitiu testar a coordenação entre militares e Hospital
O alerta de incêndio a bordo de um navio Mestre Simão chegou ainda  antes das 8h00 ao Cento de Busca e Salvamento Marítimo de Ponta Delgada (MRCC Delgada), avisando que se encontram 43 pessoas a bordo que precisam de assistência. 

 

A embarcação estava situada ao largo do ilhéu de Vila Franca do Campo, com um incêndio incontrolável na sala de máquinas, contendo quatro feridos graves no interior.

 

A resposta do MRCC Delgada foi enviar para o local a corveta Baptista de Andrade, que se encontrava atracada no Porto de Ponta Delgada, enquanto que ao mesmo tempo saiu da Base das Lajes um C-295, com o objetivo de localizar o ponto onde estava o barco Mestre Simão.

 

A corveta Baptista de Andrade foi o primeiro meio a chegar ao local, fazendo sair uma equipa para controlar o incêndio na sala de máquinas do Mestre Simão. O incêndio foi dado como controlado às 10h00, permitindo a entrada de um médico e enfermeiro no interior da embarcação, quase ao mesmo tempo que chegava o helicóptero Merlin da Força Aérea ao local. 

 

Foram evacuados quatro feridos graves - duas pessoas com queimaduras e dois politramatizados - por via aérea que foram deslocados para o Hospital do Divino Espírito Santo, em Ponta Delgada.

 

Também o Hospital precisou de ajustar as suas equipas médicas para receber quatro feridos graves, com diferentes patologias.

 

Os restantes feridos foram retirados da embarcação para a corveta Baptista de Andrade e para o rebocador São Miguel, que foi chamado para auxiliar os trabalhos de socorro.

 

Quando a corveta chegou ao Porto de Ponta Delgada os passageiros foram encaminhados para um Centro de Recolha de Vítimas, existindo três passageiros que receberam apoio psicológico, através de técnicos da Segurança Social.

 

O simulacro foi acompanhado por jornalistas que verificaram a complexidade na coordenação de uma operação de busca e salvamento marítimo. A dificuldade de uma situação real seria agravada, provavelmente, com uma maior agitação marítima.

 

Os militares da Força Aérea e Marinha são verdadeiros “anjos da guarda” que atuam em cenários de extrema dificuldade para garantir o salvamento marítimo.

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