Milhares de iemenitas protestam contra Arábia Saudita


 

Lusa/AO online   Internacional   10 de Out de 2016, 17:51

Milhares de iemenitas participaram hoje no enterro do governador de Sanaa, Abdel Qader Hilal, morto com mais 140 pessoas no bombardeamento do passado sábado de uma cerimónia fúnebre na capital do Iémen, com as acusações dirigidas à Arábia Saudita.

 

Entre gritos de protesto como “Não há outro Deus senão Alá e os sauditas são inimigos de Alá”, os participantes transportaram o caixão de Hilal desse a Grande Mesquita, na zona antiga da cidade, até ao cemitério.

Hilal era membro do partido Conferência Popular Geral, dirigido pelo ex-Presidente iemenita Ali Abdallah Saleh, aliado dos rebeldes xiitas ‘huthis’ e que domingo clamou vingança contra a Arábia Saudita, líder da coligação árabe que intervém no Iémen.

No domingo, milhares de manifestantes concentraram-se frente à sede da ONU, convocados pelos rebeldes ‘huthis’, para condenar o ataque, onde segundo diversas fontes também provocou ferimentos no ministro do Interior do governo dos rebeldes, Yalal al-Ruishan.

No protesto foram entoados cânticos contra a coligação árabe e contra os Estados Unidos.

A coligação dirigida por Riade tem negado responsabilidade pelo massacre e prometeu uma investigação.

O ataque, em que mais de 500 pessoas ficaram feridas, foi dirigido contra um edifício público onde decorriam as cerimónias fúnebres da mãe de al-Ruishan, e num momento em que cerca de 1.000 pessoas apresentavam condolências aos familiares.

De acordo com a ONU a guerra no Iémen, em particular desde o início da intervenção militar da coligação dirigida pelos sauditas em março de 2015, já provocou 6.700 mortos, com mais de 80% da população a necessitar de urgente ajuda humanitária.

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