Política

Relvas diz separar o seu papel do da administração da RTP com "disciplina militar"

Relvas diz separar o seu papel do da administração da RTP com "disciplina militar"

 

Lusa/AO Online   Nacional   9 de Dez de 2012, 13:58

O ministro dos Assuntos Parlamentares, Miguel Relvas, disse hoje desconhecer "o que se passa no dia-a-dia da gestão da RTP" e que separa com "disciplina militar" o seu papel de "acionista" das funções da administração da empresa.

Em declarações aos jornalistas à margem da Universidade Política de Lisboa da JSD, Miguel Relvas rejeitou as acusações de interferência na RTP e no caso que levou à demissão de Nuno Santos, dizendo ter falado "muito poucas vezes" com a administração. "Fui tendo conhecimento, eu separo bem a competência da gestão da minha responsabilidade enquanto acionista, a administração da RTP é profissional, é responsável pelo que tem de gerir, eu não conheço nem tenho de conhecer os problemas da RTP", sustentou. No mesmo sentido, Relvas considerou que o processo "é bem visível" e que "não vale a pena alimentar nem viver com ilusões": "São questões de gestão interna da casa e é dentro da RTP que têm de ser resolvidas". Já antes, durante a sua intervenção na Universidade Política da JSD, e após ter sido questionado por um participante sobre a RTP, o governante tinha vincado que o canal público "tem uma administração" e é ela "quem gere a empresa", já que ao Governo cabe definir "as linhas gerais". É isso que eu, com uma disciplina militar, faço permanentemente, o Governo definiu linhas orientadoras, vamos definir um novo modelo, quem gere a RTP no seu dia-a-dia é a equipa de gestão e tem de ser assim", referiu o ministro com a tutela da comunicação social. Após a sessão, onde falou sobre a reorganização administrativa, Miguel Relvas não adiantou qualquer calendário para a alienação da RTP, nem qual o modelo que prefere para a estação pública, garantido apenas que tudo "será feito com a maior das transparências" e com "cadernos de encargos". "A seu tempo saber-se-á, em primeiro lugar os senhores ministros saberão, é assim que tem de ser tratado, no Conselho de Ministros, estudámos e refletimos muito sobre o modelo, nós queremos uma RTP forte, o país precisa de uma RTP forte, uma RTP forte, uma RTP forte é uma RTP que também salvaguarda o papel dos dois operadores privados, sabemos que o mercado da publicidade é um mercado que está em recessão, que tem diminuído, estamos a construir um projeto assente em muita seriedade, uma RTP equilibrada", afirmou.


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