Miguel Albuquerque rejeita liminarmente governar sem eleições antecipadas

 Miguel Albuquerque rejeita liminarmente governar sem eleições antecipadas

 

Lusa/AO Online   Nacional   7 de Jan de 2015, 09:19

O novo líder do PSD/Madeira, Miguel Albuquerque, assegura estar "fora de questão" e ser "impensável" assumir a presidência do Governo Regional sem a realização de eleições legislativas e rejeitou a possibilidade de negociações nesta matéria.

“Está completamente fora de questão assumir a presidência do governo sem a realização de eleições. Não há negociação possível”, disse Miguel Albuquerque em entrevista à agência Lusa.

O sucessor de Alberto João Jardim na presidência do PSD/M, o ex-autarca do Funchal, eleito na segunda volta das eleições internas a 29 de dezembro com 64% dos votos dos militantes sociais-democratas madeirenses, vinca que “relativamente aos princípios da democracia não existe negociação” possível.

Segundo Miguel Albuquerque, “é impensável ao PSD/M assumir um governo sem estar com novas políticas e novos protagonistas sem ter uma base de legitimação democrática”.

O líder eleito aponta a conquista da maioria absoluta como uma das suas metas, mas admite que “nada é garantido em democracia”, considerando que o partido tem uma “grande possibilidade de voltar a reconquistar a confiança dos madeirenses e porto-santenses.

“Vamos avançar com um projeto para termos uma maioria clara do governo e isso não significa prepotência, significa estabilidade governativa”, sublinhou.

Mas, caso tal não aconteça, aponta que “o quadro parlamentar oferece sempre possibilidades de solução para essa questão”, escusando-se a concretizar expressamente se tal passaria por uma coligação com outro partido.

Se suceder a Jardim também na presidência do executivo madeirense, Albuquerque herda uma elevada dívida pública regional avaliada em 6,3 mil milhões de euros.

“É um dos problemas”, admitiu, salientando que a Madeira tem conseguido cumprir com as suas obrigações no quadro do plano de resgate que celebrou com a República.

Contudo, diz “não haver dúvida que as atuais circunstâncias são favoráveis no futuro ao alívio, sobretudo de alguns prazos e encargos, que, neste momento, não pondo em causa o cumprimento, são fundamentais serem alterados”, por forma a “canalizar recursos para a dinamização da economia regional em setores decisivos” e penalizar menos as famílias e das empresas

“Tudo é possível resolver. Temos, como o Estado português tem, uma dívida elevada, mas é evidente que essa dívida eleva-a num contexto de gestão pública da região tem que ser compatível com as apostas fundamentais no crescimento da nossa economia e do emprego”, sustentou.

O novo presidente do PSD/M, que sempre apoiou o líder nacional do partido e primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, preconiza um melhor relacionamento com as instituições do Estado.

“Acho que a Madeira não deve nunca boicotar pontes”, sublinha, defendendo que a região tem “a possibilidade de defender os seus interesses de uma forma determinada, sem aquela conflitualidade ruidosa que acontecia há uns anos atrás” e que é “fundamental estabelecer pontes de contacto para o diálogo necessário e os entendimentos que são fulcrais para as políticas que precisa implementar no futuro”.

Na opinião de Miguel Albuquerque, “a Madeira não se pode fechar sobre si própria. Tem de se afirmar como uma região cosmopolita, aberta, no contexto do mundo global que estamos a viver”.

 

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