Micaelenses afirmam que felicidade está na família (com vídeo)

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Cátia Madalena Soares   Regional   20 de Mar de 2015, 14:40

Comemora-se esta sexta-feira o Dia Internacional da Felicidade e os micaelenses afirmam que o que os faz felizes é a família, a convivência com amigos e um bom estado de saúde.

 

Alberto Chaves diz que a felicidade “foi um dom que Deus nos deu e que temos de aproveitar, porque hoje em dia não é fácil ser feliz”. O micaelense referiu que “desde que estejamos acompanhados pela nossa família e de bons amigos seremos feliz”.

Outra entrevistada respondeu que a felicidade é estar junto da família e conseguir ultrapassar os obstáculos. “Mas acima de tudo para sermos felizes temos de estar bem de saúde”, afirmou.

Carlos Sá, por sua vez, revelou ser um homem feliz, pois “a felicidade é ter a mulher e os filhos” que tem.

Entre estas e outras respostas acerca do que os micaelenses pensam sobre a felicidade, estão sempre presentes as figuras da família e ainda a saúde.

Todas as pessoas procuram a felicidade. Os psicólogos salientam a importância da felicidade na vida das pessoas e a necessidade destas se conhecerem a si mesmas para conseguirem alcançar o bem estar desejado. Assim, a felicidade relaciona-se não só com a personalidade, mas também com a disposição e a forma de estar das pessoas.

No entanto, não há duas definições iguais para o que é a felicidade, diz a psicóloga Magda Furtado.

Conforme os acontecimentos de vida “o próprio conceito de felicidade vai-se alterando, sendo que podemos valorizar aspetos que antes não valorizávamos”, afirmou, acrescentando que de uma maneira geral as pessoas associam a felicidade a um estado de satisfação e bem estar mais permanente.

A psicóloga revelou que, muitas vezes, as pessoas dizem que o que desejam é serem felizes e, ainda, que têm tudo para serem felizes mas não o são.

Para entender o porquê de um indivíduo que reúne todas as condições para ser feliz e não o ser, Magda Furtado diz que é necessário perceber o que são os afetos, emoções e sentimentos. Os afetos são tendências que temos para responder positivamente ou negativamente a experiências emocionais e, nesse sentido, os afetos estão muito ligados a vivências com pessoas. As emoções, por outro lado, são sobretudo sensações físicas e o sentimento é quando temos noção dessas emoções.

A passagem da sensação física para a construção dos afetos e sentimentos começa numa relação com a mãe ou outra figura cuidadora e que “nos vai ajudando a nomear e a fazer sentido do que vamos experimentando”, explicou a psicóloga.

Há um bloqueio que impede o indivíduo de lidar com essas emoções, salientou Magda Furtado. A psicóloga explica que isto poderá acontecer devido a uma estratégia que o indivíduo tem “para se defender daquilo que são as realidades dolorosas”. Às vezes, há uma estratégia de “sabotar as próprias tentativas de chegar aonde a pessoas deseja, porque tem medo falhar”, salientou.

Hoje, a sociedade está estruturada em torno do êxito e há outros aspetos que deveriam estar em pé de igualdade e não estão, disse Magda Furtado. “Esta sensação de estar mais virado para o êxito do que propriamente para a possibilidade de estar apto a viver uma gama de emoções positivas e negativas e tirar partido delas, às vezes leva a sentimentos de vergonha que veio substituir a velha culpa”, afirmou, acrescentando que “o paradigma deixou de ser a religião, onde estava o certo e o errado, para passar a ser o sucesso”.

O caminho para a felicidade começa em olhar para a vida de uma maneira em que o indivíduo tenha consciência de que “embora não esteja feliz o tempo todo, tem que pensar de outra forma sobre si e sobre as suas capacidades, em vez de tentar agradar e corresponder aos padrões dos outros”, adiantou.

A alegria pode ser mais momentânea ou um estado de espírito mais permanente. “É a nossa possibilidade de nos organizarmos lidando com o que nos faz felizes e com o que nos faz tristes que vamos conseguindo saborear muito melhor quando as coisas correm bem e não desesperar quando as coisas correm mal”, referiu Magda Furtado, acrescentando que temos que estar aptos a encarar as diferentes situações e emoções.

A psicóloga concluiu dizendo que o ser humano é “insatisfeito por natureza e está em constante construção”. “O mais importante é nunca ter receio de pedir ajuda, seja a um amigo ou profissional”, finalizou.


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