Metade da população empregada demora menos de 15 minutos no trajeto casa-trabalho

Metade da população empregada demora menos de 15 minutos no trajeto casa-trabalho

 

Lusa/AO Online   Economia   17 de Jun de 2016, 11:55

Cerca de metade da população empregada (51,3%) demora menos de 15 minutos no trajeto de casa para o local de trabalho, segundo dados hoje divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

Segundo os resultados do módulo ‘ad hoc’ do Inquérito ao Emprego relativo ao segundo trimestre de 2015 sobre a organização do trabalho e do tempo de trabalho, os restantes 30,5% demora de 15 a menos de 30 minutos e 14,1% demora de 30 a menos de 60 minutos.

Apenas 3,9% da população empregada demora uma hora ou mais naquela deslocação, acrescenta o INE.

Em relação a métodos e organização do trabalho, o INE concluiu que o registo do tempo de trabalho é feito por 55,3% da população empregada, sendo mais as mulheres que referem ter esse procedimento (59,3%) do que os homens (51,5%).

O recurso ao registo eletrónico é o método de registo mais frequente, realizado por 21% da população empregada total, 18,8% dos homens e 23,3% das mulheres.

Ainda segundo o INE, mais de metade da população empregada (55,5%) afirma sentir que trabalha sob pressão de tempo (grande ou moderada) no seu local de trabalho, o que se manifesta de igual forma por sexo.

No que se refere à flexibilidade do horário do trabalho, segundo o instituto, dois terços da população empregada no segundo trimestre de 2015 (66,8%) declarou não ter influência no modo como o seu horário de trabalho diário é definido (sendo este determinado pela empresa, clientes ou disposições legais).

Para 62,9% da população empregada, parece ser fácil ou muito fácil ausentar-se do seu local de trabalho por um curto período de tempo (uma ou duas horas), mas aquela proporção desce para 39,9% quando se trata da possibilidade de tirar um ou dois dias de férias planeados com pouca antecedência.

“Nos dois casos, são mais os homens que afirmam ser fácil ou muito fácil beneficiar daquelas opções (64,0% para os homens e 61,7% para as mulheres, no primeiro caso, 41,7% para os homens e 38,0% para as mulheres, no segundo)”, refere o INE.

De acordo com o INE, 68,7% da população empregada indica que ajusta o seu horário de trabalho diário apenas pontualmente (menos de uma vez por mês) devido a exigências do trabalho, dos/as clientes ou da hierarquia, sendo as mulheres que menos frequentemente têm de alterar as suas horas habituais de trabalho (72,6%, contra 65,0% para os homens).

Os módulos ‘ad hoc’ correspondem a questionários temáticos, de pequena dimensão, sobre assuntos considerados de interesse para a caracterização do mercado de trabalho e têm por objetivo complementar a informação recolhida através do Inquérito ao Emprego.

Em Portugal, são realizados no segundo trimestre de cada ano e são dirigidos à população residente em todo o território nacional.

 

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