Merkel fala em "noite de horror" após tiroteio em centro comercial

Merkel fala em "noite de horror" após tiroteio em centro comercial

 

AO/Lusa   Internacional   23 de Jul de 2016, 15:25

A chanceler alemã, Angela Merkel, pronunciou-se hoje sobre a "noite de horror" em Munique após o tiroteio num centro comercial, na sexta-feira, que provocou dez mortes, incluindo o atacante de 18 anos, que se suicidou posteriormente.

 

“O povo de Munique deixa para trás uma noite de horror (…), uma tal noite que, para nós, será difícil de suportar”, declarou hoje a chanceler, na sua primeira reação após o ataque.

Angela Merkel mostrou-se compreensiva com a sensação de vulnerabilidade que geram os ataques como o registado na sexta-feira em Munique, mas assegurou que o Estado e a polícia continuarão a fazer todo o possível para proteger “a segurança e a liberdade das pessoas”.

Numa declaração após uma reunião do gabinete de segurança, Merkel assegurou que serão averiguados os motivos que levaram o jovem de 18 anos a matar nove pessoas em Munique e, também, a radicalização islâmica do refugiado que, na segunda-feira, atacou com um machado os passageiros num comboio, no sul da Alemanha.

O objetivo comum das forças de segurança, que na sexta-feira trabalharam “com excelência” e “perfeitamente coordenadas”, é proteger todas as pessoas diante desse tipo de ataque, cometido em lugares onde qualquer pessoa pode estar.

Merkel agradeceu tanto a atuação dos corpos policiais implicados na operação como as inúmeras mensagens de solidariedade que chegaram de todo o mundo.

“É bom saber que contamos com a solidariedade na luta contra a violência e o terrorismo”, declarou.

A chanceler expressou algumas palavras de consolo para as famílias que hoje se sentem “vazias e sem sentido”, depois da morte dos seus familiares no tiroteio.

“Compartilhamos a vossa dor, pensamos em vós e sofremos convosco”, assinalou Merkel, antes de desejar que os feridos possam recuperar rapidamente e, sobretudo, completamente.

O autor do ataque, um jovem alemão-iraniano de 18 anos, sofreria de problemas psicológicos e não teria ligação com o ‘jihadismo’ islâmico, segundo a polícia alemã.

O agressor acabou por se suicidar depois do tiroteio, mas deixou ainda 16 feridos, alguns deles em estado grave.

 



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