Merkel está chocada e quer respostas europeias

Merkel está chocada e quer respostas europeias

 

Lusa/AO online   Internacional   20 de Abr de 2015, 12:28

A chanceler alemã, Angela Merkel, está chocada com o mais recente naufrágio de imigrantes no Mediterrâneo, que matou centenas de pessoas, e quer que a Europa encontre respostas, disse o seu porta-voz.

 

"Como milhões de alemães", Angela Merkel está chocada com o naufrágio de domingo ao largo da Líbia em que podem ter morrido 700 pessoas, disse o porta-voz, Steffen Seibert, à imprensa em Berlim.

As vítimas "partiram desesperadas, talvez também esperançadas, para a Europa e o facto de apenas terem encontrado a morte é uma tragédia", disse, citado por agências internacionais.

"O facto de isto estar a acontecer com triste regularidade no Mediterrâneo não é uma situação digna para a Europa. Um continente que tem um compromisso com a humanidade tem de encontrar respostas, mesmo quando não há respostas fáceis", acrescentou.

Os ministros do Interior e dos Negócios Estrangeiros da União Europeia (UE) vão reunir-se conjuntamente hoje no Luxemburgo, após a habitual reunião de ministros dos Negócios Estrangeiros, a partir das 15:00 locais (14:00 em Lisboa), para avaliar respostas para a crise migratória do Mediterrâneo.

Segundo o porta-voz, os líderes europeus devem questionar-se sobre "o que pode e deve ser feito para que estas catástrofes não se repitam" e sobre "como podem agir na Líbia e em relação à Líbia para impedir que a complicada situação política interna não deixe caminho livre aos traficantes de seres humanos", disse.

Para o Governo alemão, explicou, a prioridade é salvar o maior número de vidas e, a médio e longo prazo, reforçar a luta contra o tráfico de pessoas e estabilizar os países de origem dos migrantes.

Os fluxos migratórios de África para a Europa têm aumentado consideravelmente nos últimos anos. A sobrelotação e a falta de condições das embarcações levam muitas vezes à morte de centenas de pessoas.

Atualmente, a guarda-costeira italiana resgata 500 a 1.000 pessoas por dia.



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