Merkel e Hollande pedem resposta europeia unificada à crise migratória

Merkel e Hollande pedem resposta europeia unificada à crise migratória

 

Lusa/AO online   Internacional   24 de Ago de 2015, 17:03

A chanceler alemã, Angela Merkel, e o Presidente francês, François Hollande, pediram uma resposta "unificada" da Europa à crise migratória, numa declaração conjunta em Berlim.

 

"Temos de aplicar um sistema unificado do direito ao asilo", disse Hollande numa breve declaração à imprensa ao lado de Merkel, sublinhando que o afluxo de refugiados de países em conflito "é uma situação excecional que vai durar algum tempo".

Angela Merkel, cujo governo divulgou na semana passada esperar 800.000 pedidos de asilo em 2015, afirmou que Berlim e Paris esperam que os países membros da UE apliquem as políticas de direito de asilo "o mais depressa possível".

Os dois líderes, que falavam antes de se reunirem em Berlim para avaliar a crise migratória, sublinharam por outro lado a importância de Grécia e Itália, países que recebem o maior número de refugiados, a abrirem até ao final do ano centros de registo de refugiados.

"Não podemos tolerar um atraso", disse Merkel.

Hollande frisou por seu lado que esses centros são "muito necessários" porque podem tomar "a decisão precisa", ou sejam selecionar os migrantes elegíveis para asilo e repatriar os que não estão nessas condições.

A Alemanha defende há muito tempo uma tal política, argumentando que cerca de 40% dos pedidos de asilo que recebe são apresentados por cidadãos dos Balcãs e que, para ajudar os refugiados da Síria, Iraque e algumas regiões de África, tem de poder filtrar mais facilmente os "migrantes económicos".

A Europa enfrenta um afluxo de migrantes sem precedentes, já qualificado por Bruxelas como a pior crise de refugiados mundial desde a II Guerra Mundial.

Segundo números oficiais, 107.500 migrantes chegaram à Europa só em julho, o triplo das chegadas registadas no mesmo mês de 2014.

No total, entre janeiro e julho, 340.000 migrantes chegaram à Europa, quase três vezes mais que nos mesmos sete meses de 2014 (123.500).

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