Merkel diz que Alemanha acolherá um milhão de refugiados em 2015

Merkel diz que Alemanha acolherá um milhão de refugiados em 2015

 

AO/Lusa   Internacional   1 de Nov de 2015, 12:16

A chanceler alemã, Angela Merkel, corrigiu este domingo o prognóstico do número de refugiados que receberá no seu país este ano, estimando que atingirão um milhão, em vez dos 800.000 previstos até agora, noticia hoje o jornal Frankfurter Allgemeine Zeitung.

 

Segundo o jornal, Angela Merkel fez esta previsão no domingo passado na míni-cimeira entre a União Europeia e os Balcãs sobre a crise dos refugiados, onde estavam representantes de 13 membros da UE e dos países balcânicos.

O jornal adianta que a chanceler alemã chegou a afirmar aos seus parceiros que se não conseguirem conter os fluxos migratórios devem fechar-se as fronteiras.

Angela Merkel abriu no sábado uma ronda de negociações entre os parceiros da grande coligação - União Cristã Democrata (CDU), União Social Cristã da Baviera (CSU) e o Partido Social Democrata (SPD) – para tentar encontrar soluções que permitam um fluxo ordenado das 7.000 a 10.000 pessoas que diariamente chegam à Alemanha através da Áustria.

Após as negociações com os parceiros, que decorreram em separado, seguiu-se um encontro com o líder da CSU, Horst Seehofer, que, nos últimos dias, fez um ultimato à chanceler para conter a chegada de requerentes de asilo.

Merkel, Seehofer e o líder do SPD, Sigmar Gabriel, abriram hoje uma nova ronda de negociações, já a nível de chefes de partido, para acordar soluções para lidar com as brechas surgidas na coligação.

A CSU da Baviera exige a implementação de zonas de trânsito na fronteira para avaliar os pedidos de asilo de quem pretende entrar no país.

O SPD rejeita essa possibilidade, porque considera que isso implicaria a criação de enormes prisões, onde ficariam detidos os que chegam à Alemanha à procura de asilo.

"Não podemos aceitar a criação de zonas de trânsito, na realidade centros de detenção com dimensões de estádios de futebol", disse o líder dos sociais-democratas alemães e vice-chanceler do executivo germânico, Sigmar Gabriel, após a reunião com o seu partido, no sábado.

O SPD apresenta como alternativa estabelecer centros de registo de refugiados espalhados por todo o país, onde seriam coordenados os processos de avaliação.


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