Menezes prevê que Sócrates «nem vai dormir» para responder ao Parlamento


 

Lusa/AO   Nacional   21 de Dez de 2007, 05:06

O líder do PSD, Luís Filipe Menezes, disse na quinta-feira que o primeiro-ministro «nem vai dormir» em 2008, com a nova regra parlamentar que obrigará José Socrates a responder a perguntas de 15 em 15 dias.
"O PSD tem uma chance em 2009, se acreditar na sua força", afirmou Luís Filipe Menezes, numa intervenção no jantar de Natal do grupo parlamentar, que decorreu na noite de quinta-feira na Assembleia da República.

    Menezes exortou os sociais-democratas a "cerrar fileiras" para ganhar as legislativas de 2009, porque se o partido não derrotar Sócrates já nas próximas eleições, depois será "mais difícil".

    Se José Sócrates não for derrotado já em 2009, "será mais difícil em 2013 ou 2017", disse o líder social-democrata.

    "Ou cerramos fileiras agora ou depois de 2009 só nos restará andar pelos corredores a dizer mal uns dos outros", acrescentou, insistindo que se o PSD for "afirmativo" e não se preocupar com "as sondagens do dia seguinte", mas apenas "com o povo que está lá fora receptivo a ouvir", então o partido estará no "caminho certo".

    "O PSD tem todas as condições para vencer, mas não podemos ser os primeiros a atacarmo-nos a nós próprios", frisou, insistindo que o "PSD pode vencer em 2009 com um resultado robusto".

    Antes, Luís Filipe Menezes, tinha já definido o caminho que o partido deverá seguir, começando "paulatinamente", a partir de Janeiro, a construir um discurso alternativo no terreno.

    Contudo, continuou, "não seria sensato" apresentar já um programa de Governo, a dois anos de distância das legislativas.

    Numa intervenção que se prologou por uma hora, o líder social-democrata deixou ainda críticas ao primeiro-ministro, lamentando que Portugal tenha actualmente "o crescimento mais incipiente da Europa".

    A poucos dias do início de 2008, Luís Filipe Menezes deixou também a promessa de que não se irá descaracterizar, construindo uma "capa artificial para tapar os seus defeitos".

    "Assumo claramente os meus defeitos", sublinhou.

    Ainda acerca do próximo ano, o líder do PSD gracejou que irá começar o "martírio" de José Sócrates, que passará a deslocar-se ao plenário da Assembleia da República de 15 em 15 dias, por imposição do novo regimento do Parlamento.

    "Nem vai dormir", disse.

    Logo no início da sua intervenção, o líder social-democrata fez questão de salientar dois deputados - Pedro Santana Lopes e João Bosco Mota Amaral - "que romperam com as regras" e depois de todos os cargos que desempenharam são hoje parlamentares.

    Antes de Luís Filipe Menezes, o líder da bancada do PSD, Pedro Santana Lopes, usou igualmente da palavra, prometendo ao presidente do partido que o grupo parlamentar está disponível para "o combate muito tenaz" que será a segunda parte da legislatura e trabalhará para que, daqui a dois anos, ele possa chegar à chefia do Governo.

    "O tempo político passa muito depressa, estaremos atentos e firmemente no combate", disse, considerando que 2008 será o ano da "queda do mito do rigor e da capacidade de decidir" do Governo de maioria PS.

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