Política

Menezes desafia Marcelo a ter coragem "uma vez na vida" e avançar à liderança do PSD

Menezes desafia Marcelo a ter coragem "uma vez na vida" e avançar à liderança do PSD

 

Lusa/AO online   Nacional   7 de Mar de 2010, 18:03

Luís Filipe Menezes desafiou hoje Marcelo Rebelo de Sousa a ter coragem “por uma vez na vida” e candidatar-se à liderança do PSD para ver se “tem tanto apoio como político como tem enquanto entertainer”.

Reagindo aos apelos de “históricos” do PSD como Marques Mendes e Alberto João Jardim, que desafiaram os três actuais candidatos à liderança do PSD a desistir a favor de Marcelo, Menezes disse não acreditar nessa possibilidade. “Para já, não acredito que nenhum dos candidatos desista. Seria o mesmo que pedir a Santa Maria Adelaide que desista a favor de nossa senhora de Fátima”, afirmou. “Se Marcelo considera que tem condições para ser líder do PSD e se por uma vez na vida tem coragem de assumir um combate difícil, que seja candidato. Agora, querer ganhar na secretaria, que está muito na moda no futebol português mas na política não…”, acrescentou. Para Luís Filipe Menezes, “Marcelo Rebelo de Sousa é um militante do partido que merece crédito mas se quer ser candidato tem de vir a jogo e dar a cara e comprovar que tem tanto apoio como político como tem como entertainer”. Quanto ao congresso em si, o ex-líder social democrata disse não acreditar que saia dele qualquer “milagre” mas espera que seja “um debate interessante entre os três candidatos à liderança “ e que “as figuras experientes do partido possam vir a participar e dar o seu contributo”. Admitiu que apesar de inicialmente não ter visto o congresso “com bom olhos”, acredita agora que, a uma semana das eleições directas, “pode ser enriquecedor” com um debate que “faça com que as pessoas escolham de uma forma mais consciente”. Menezes recusou-se a avançar com um apoio explícito a um dos três candidatos, mas disse esperar que “seja alguém que corporize a rotura da mudança para a juventude e para a nova geração. Uma geração com mais força e conteúdo e não recém-chegada do CDS”. “Tenho a autoridade moral para dizer ao partido que não se deve fazer ao próximo líder o que me fizeram a mim. Serei o primeiro a respeitar o próximo líder”, acrescentou.


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