Membros da ONU comprometem-se com luta à desigualdade salarial de género

Membros da ONU comprometem-se com luta à desigualdade salarial de género

 

Lusa/Açoriano Oriental   Internacional   25 de Mar de 2017, 17:21

Os países membros da ONU comprometeram-se, no encerramento da 61.ª sessão da Comissão para Estatuto da Mulher, em Nova Iorque, com o combate à desigualdade salarial através diálogo social, negociação coletiva e avaliações periódicas.

 

"Durante duas semanas, a Comissão comprometeu-se de forma forte, abrangente e construtiva a considerar as formas mais eficazes de promover mudanças para as mulheres no mundo do trabalho", disse a diretora-executiva da ONU Mulheres, Phumzile Mlambo-Ngcuka.

Mlambo-Ngcuka disse que "nunca houve qualquer desculpa para a desigualdade que existe" em todos os países, mas que o mundo assiste hoje ao "crescimento de uma intolerância saudável que vai forçar uma mudança firme e positiva. "

A Comissão para Estatuto da Mulher, que aconteceu nas duas últimas semanas, é o maior encontro da ONU sobre igualdade de género e contou com a participação de 162 estados-membros e 3.900 representantes de 580 organizações da sociedade civil.

Portugal foi representado pela secretária de Estado para a Cidadania e Igualdade, Catarina Marcelino.

Nas conclusões do encontro, os estados membros sublinham que a desigualdade salarial no mundo ainda se fixa nos 23% e que acontece em todos os países.

Salientando que as carreiras das mulheres não devem sofrer qualquer desvantagem devido à gravidez e à maternidade, as conclusões salientam a necessidade de garantir que as mulheres e os homens tenham acesso à licença parental paga e de promover a utilização por parte dos homens desses subsídios.

As conclusões apontam um conjunto de medidas que inclui o aumento da flexibilidade nas modalidades de trabalho, facilitação da amamentação para mães que trabalham, adaptação dos sistemas educativos para permitir que adolescentes grávidas, e mães solteiras, completem a sua educação, e mudanças legais e políticas que combatam o assédio sexual no local de trabalho e melhorem o acesso serviços de saúde sexual e reprodutiva.

Pela primeira vez, a comissão discutiu também a transição das trabalhadoras domésticas e do setor de cuidados para a economia formal, dizendo que essa mudança melhoraria o estatuto económico das mulheres e aumentaria a sua proteção.

"Este ponto é preocupante porque muitas das mulheres empregadas na economia informal e trabalho menos qualificado são imigrantes e especialmente vulneráveis a abusos e exploração", explica o documento final do encontro.

Durante o seu discurso no evento, que aconteceu a 17 de março, a secretária de Estado para a Cidadania e Igualdade portuguesa defendeu que "o mundo continua a insistir em modelos sociais que toleram a discriminação e violência contra as mulheres".

"Em pleno século XXI, o mundo continua a insistir em modelos sociais que toleram a discriminação e violência contra as mulheres e a sua desvantagem generalizada e estrutural. Esta realidade à escala global torna o mundo mais pobre e menos sustentável", disse a representante portuguesa.


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