Médicos espanhóis descobrem biomarcador que prevê evolução em melanomas malignos


 

Lusa/AO online   Ciência   23 de Mar de 2015, 14:41

Os dermatologistas do Hospital do Mar de Barcelona, em Espanha, identificaram um novo biomarcador do melanoma maligno que prevê a evolução da doença, ajudando a estabelecer um prognóstico para este tipo de cancro e novas perspetivas de tratamento.

 

Os dermatologistas da unidade hospitalar de Barcelona e investigadores do Instituto Hospital do Mar de Investigações Médicas (IMIM) descobriram que uma proteína, denominada "NcoR", que regula a transcrição genética (processo de transferência da informação do ácido desoxirribonucleico [ADN]) tem um papel chave na evolução do melanoma maligno.

A investigação, que foi publicada na revista Oncotarget, demonstra que a distribuição da proteína "NcoR" dentro das células dos tumores é um indicador de previsão da evolução o melanoma maligno, mesmo quando analisado nas fases iniciais da doença.

Segundo o chefe da seção do serviço de Dermatologia do Hospital do Mar, Fernando Gallardo, até agora não havia marcadores de prognósticos a nível molecular que fossem indicativos de uma melhor ou pior evolução do melanoma maligno, que é o tipo mais agressivo o cancro de pele e provoca anualmente mais de 20 mil mortes na Europa e mais de 50 mil no mundo.

Ainda que te nha um índice de cura elevado quando está localizado só na pele, este cancro não tem cura quando se estende a gânglios ou metástases alargadas.

No entanto, os especialistas indicaram que as diferenças na expressão genética (processo de transformação da informação genética em proteínas necessárias para o funcionamento e desenvolvimento das células) nestes cancros fazem com que o seu comportamento varie bastante de um paciente para outro, ainda que estejam na mesma fase da doença.

Tanto assim que, em alguns melanomas, mesmo sendo detetados e tratados em estados iniciais da enfermidade, acabam tendo uma evolução fatal.

"É muito importante detetar o melanoma maligno em fases iniciais para poder tratá-lo, mas também há que dispor de marcadores fiáveis que nos permitam prever a sua evolução", disse Gallardo.

"A identificação do 'NcoR' como novo biomarcador abre a porta para termos uma ferramenta que permita prever como evoluirá a doença em cada paciente, mas, além disso, permitirá identificar que pessoas podem se beneficiar de futuras terapias baseado no controlo desta proteína", afirmou ainda Gallardo.

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