Medicamento experimental contra Ébola cria controversia ética


 

Lusa/AO online   Internacional   8 de Ago de 2014, 12:36

A decisão de usar um medicamento experimental para tratar dois americanos infetados com Ébola, enquanto quase mil africanos já morreram devido à doença, gerou controvérsia, mas peritos dos Estados Unidos afirmam que o uso foi eticamente justificado.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) anunciou quarta-feira que está a preparar uma reunião especial na próxima semana para debater o uso de drogas experimentais no combate à epidemia, após dois americanos terem sido tratados com um medicamento denominado ZMapp, tendo começado a apresentar melhorias depois de lhes ter sido ministrado o medicamento, que está ainda na fase de teste em animais.

Estas notícias levaram a vários pedidos de que o medicamento seja enviado para a Guiné-Conacri, Libéria e Serra Leoa, os países mais afetados pela epidemia.

Três peritos no ébola, incluindo Peter Piot, que co-descobriu o vírus em 1976 e é atualmente o diretor da Escola de Londres de Higiene e Medicina Tropical, pediram para que o medicamento seja rapidamente disponibilizado.

"É altamente provável que se o Ébola estivesse neste momento a espalhar-se em países ocidentais, as autoridades de saúde pública davam acesso a medicamentos e vacinas experimentais", lê-se no comunicado divulgado quarta-feira pelos três peritos, segundo o Los Angeles Times.

A Mapp Pharmaceuticals, a empresa americana que desenvolveu o medicamento, afirmou que qualquer decisão de usar o medicamento deve ser feita dando aos médicos que o administrem diretrizes regulatórias, e adicionou que está de momento a trabalhar para aumentar a sua produção.



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