Açores/Eleições

MAS defende salário mínimo regional de 630 euros


 

Lusa/AO Online   Regional   28 de Set de 2016, 06:31

O cabeça de lista do Movimento Alternativa Socialista (MAS) pelo círculo eleitoral de São Miguel às eleições regionais dos Açores defendeu hoje o aumento do salário mínimo na região para 630 euros.

 

“Oitenta por cento dos açorianos vivem com 560 euros mensais e é imoral e vergonhoso que o PS gaste 900 mil euros, o PSD 500 mil e o CDS-PP 200 mil euros numa campanha eleitoral”, afirmou, em entrevista à agência Lusa, Eduardo Pimentel Pereira.

Esta medida é uma das propostas que o MAS, uma estreia nas regionais, submete ao eleitorado para o sufrágio de 16 de outubro.

Outras das iniciativas é “a isenção do Imposto Municipal sobre Imóveis para todas as habitações cujo valor seja inferior a 100 mil euros, assim como o fim das isenções fiscais aos partidos políticos e igrejas de todos os credos religiosos”, declarou o candidato.

A redução do horário do trabalho para as 35 horas semanais, tanto para o setor público como para o privado, e a ampliação da licença de maternidade para seis meses com a perspetiva de alargamento para um ano, com pagamento a 100 por cento, são igualmente propostas do MAS.

O militante criticou o Governo Regional dos Açores, do PS, um executivo que, afirmou, quer “impingir um paraíso” que “não existe” às pessoas.

“É a hora de dizer não às políticas de direita e às ordens vindas de Bruxelas”, adiantou o candidato, acrescentando que a “alternância PS e PSD, que governa há 40 anos, é cinzenta e amorfa, como todos os indicadores económicos e sociais demonstram".

Eduardo Pimentel Pereira referiu que o MAS “tudo fará” para que o PS perca a maioria no parlamento, obrigando-o, dessa forma, a promover acordos parlamentares com os partidos à sua esquerda, replicando-se na região o cenário político que se vive a nível nacional, mas “para melhor”.

“Queremos dignificar o cargo de deputado e o parlamento regional como a casa da democracia e liberdade, e não como um trampolim para negociatas onde se tiram dividendos pessoais ou partidários”, referiu o candidato.

Eduardo Pimentel Pereira lamentou que nos Açores “não se fale dos sinais visíveis de enriquecimento ilícito”, apelando à necessidade de se investigar estas situações.

O militante do MAS manifestou-se ainda “totalmente contra” a proposta “absurda e inconstitucional” de haver um presidente dos Açores, bem como contra a intenção de criar governos de ilha.

“Qualquer dia os Açores são quase uma monarquia”, argumentou, para lamentar que o regime autonómico “nunca tenha sido aprofundado como deve ser”, sendo a autonomia exercida “consoante o partido que está no governo”, neste caso o PS, que “não explora nem tira proveito de todas as alternativas”.

Para Eduardo Pimentel Pereira, era importante usar mais as prerrogativas autonómicas para melhorar a qualidade de vida das pessoas, que considerou ser “muita baixa” nos Açores.

 


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