Marques Guedes diz que é preciso "banir a violência do desporto"

Marques Guedes diz que é preciso "banir a violência do desporto"

 

Lusa/AO Online   Nacional   20 de Mai de 2015, 12:25

O ministro da Presidência e dos Assuntos Parlamentares defendeu que "é preciso banir a violência do desporto", expressando "natural repúdio" pelos incidentes que envolveram os festejos dos adeptos do Benfica pela conquista do título português de futebol.

 

“Quero deixar uma palavra de natural repúdio relativamente a todo e qualquer tipo de violência que ocorra em torno do fenómeno desportivo. É preciso banir a violência do desporto”, disse Luís Marques Guedes, à margem da cerimónia de tomada de posse dos árbitros do Tribunal Arbitral do Desporto (TAD), na sede do Comité Olímpico de Portugal (COP), em Lisboa.

O governante assinalou que “o Governo acompanha estas situações com a preocupação que elas merecem”, mas manifestou-se confiante que as entidades competentes conseguirão “apurar as responsabilidades e tomar as providências necessárias não só de punir os responsáveis, mas também acautelar a que este tipo de situações” não se voltem a repetir.

“É importante que todas as manifestações desportivas sejam devidamente programadas, pensadas e realizadas por forma a tentar minimizar o mais possível a ocorrência dessas situações de violência. É preciso que todos trabalhemos para banir a violência em torno do fenómeno desportivo”, reafirmou.

O presidente do COP, José Manuel Constantino, também lamentou os incidentes, não apenas o comportamento de alguns adeptos em Guimarães, mas também “o comportamento da polícia relativamente ao modo como tentou regular uma situação que, aparentemente, não justificava o uso da força no termos em que foi feito”.

A ministra da Administração Interna, Anabela Rodrigues, determinou à Inspeção Geral da Administração Interna (IGAI) a abertura de um processo de inquérito com vista ao apuramento dos factos praticados por todos os elementos da PSP que tiveram intervenção nos incidentes ocorridos junto ao Marquês de Pombal e artérias adjacentes, que envolveram elementos da PSP e adeptos de futebol, e que terminaram com a detenção de 13 pessoas, por posse de material pirotécnico e por agressões aos polícias em serviço.

A PSP diz que recebeu 13 queixas por roubos na via pública e que, durante o restabelecimento da ordem pública, ficaram feridos 16 polícias com escoriações devido ao arremesso de pedras, garrafas de vidro e material pirotécnico, havendo um veículo da divisão de trânsito com um vidro partido.

Nas primeiras horas de segunda-feira, nas imediações do Parque Eduardo VII, alguns adeptos começaram a arremessar vários objetos, nomeadamente garrafas de vidro, o que levou a uma intervenção policial localizada para acabar com o incidente e evitar que se alastrasse e ganhasse maior dimensão.

No domingo, junto ao estádio D. Afonso Henriques, após o jogo entre Vitória de Guimarães e Benfica, filmagens da Correio da Manhã TV mostram um subcomissário da PSP de Guimarães a agredir à bastonada um adepto do Benfica, que estava acompanhado pelo pai e pelos dois filhos menores.

O adepto foi detido, tendo o subcomissário escrito, no auto de detenção, que o arguido o injuriou e ameaçou e lhe cuspiu na cara.

A versão foi segunda-feira desmentida pelo adepto, que já manifestou intenção de apresentar queixa contra o subcomissário.

A PSP anunciou a abertura de um inquérito disciplinar ao agente e o Ministério da Administração Interna também já tinha divulgado que ia abrir um inquérito à ação policial.

Entretanto, o Ministério Público anunciou igualmente que também instaurou um inquérito à atuação policial no domingo junto ao Estádio D. Afonso Henriques, após ter recebido uma denúncia de alegado abuso de poder.


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